Anime Cultura Japonesa Pagode Japonês

Death Parade | Como é a vida após a morte?

Uma das, senão a única certeza que temos em relação a vida é que todos morreremos. Mas, o que acontece após a morte? Enquanto não há uma resposta concreta para esta pergunta, Death Parade traz uma alternativa interessante como resposta para esta dúvida eterna.

Após a morte, não há céu ou inferno, apenas um bar situado entre reincarnação e esquecimento. Bem vindo ao Quindecim, onde Decim, um juiz da vida após a morte, aguarda seus clientes.

Embora me sinta tentando a falar em detalhes sobre os shows que assisto, ainda hesito ao pensar na possibilidade de que seria mais benéfico recomendá-lo ao alguém. Bem, este é o caso de Death Parade.

Escrito por Yuzuru Tachikawa e produzido pelo estúdio Madhouse, Death Parade foi lançado em 9 de janeiro de 2015, sendo um original para TV se baseado no curta Death Billiards, lançado em 2013 e  originalmente produzido pelo estúdio para o treinamento de novos animadores.

Foi enquanto assistia a aberturas aleatórias de animes que este show chamou a minha atenção, tanto pela música cativante e agitada quanto pela própria apresentação da abertura. A abertura embora repleta de simbolismo e referências que você só irá entender após assistir ao show, não diz nada de concreto sobre o mesmo com exceção da ambientação ser um bar.

Os clientes do Quindecim sempre chegam em casais

Não me entenda errado, isto não é um ponto negativo, muito pelo contrário. A princípio, acreditei que fosse algo como um slice of life de bartenders, mas ao ler a sinopse decidi começar a assistir imediatamente.

Como já citado, a história em sua maior parte no bar Quindecim onde, Decim, o juiz, e sua assistente aguardam seus clientes para que possa efetuar seu julgamento e decidir o destino de suas almas. Os julgamentos são efetuados na forma de jogos, como boliche, lançamento de dardos, hokey de mesa, etc.

Embora abertura tenha um tom animado e contagiante, não se deixe enganar. O show é composto de 12 episódios e segue um estrutura bem semelhante no decorrer da história, mas lentamente constrói um conflito que deixa o espectador se perguntando o que faria no lugar dos personagens, algo típico do gênero da tragédia grega.

Reverse Nihilism

Death Parade a princípio me chamou a atenção pela sua abertura mas me conquistou pelo conceito e temas abordados na história, assim como a maestria em que é executada criando a ligação emocional entre os personagens e seus conflitos com o espectador.

Sinto que seja quase que obrigatório assistir a este show, mesmo que não seja do mesmo nível que outros originais como Cowboy Bebop, Death Parade aborda um tema familiar a todos nós enquanto constrói uma narrativa interessante e até que otimista fazendo-nos lembrar que somos mortais, e isso não é tão ruim afinal.

Comentários
Compartilhar

Sobre o Autor

Luis Alex Butkeivicz

Estudante colegial, fã da cultura pop japonesa moderna e contemporânea aka otaku e escritor

Deixar um comentário

Or