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Cinema

Leia a descrição do Kaneda no live-action de Akira

O Discussing Film revelou a descrição de Kaneda no live-action de Akira, que será dirigido por Taika Waititi e produzido por Leonardo DiCaprio.

”Kaneda não deve ser tão legal ou muito difícil de se lidar. Ele é um menino maltrapilho que não está nem ai com nada. Sinta-se a vontade no papel do personagem divirta-se. Improvise o quanto achar necessário.”

Akira é um mangá de autoria de Katsuhiro Otomo, que também dirigiu a animação japonesa lançada em 1991. No original, o protagonista é dublado por Nozomu Sasaki.

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Quando a telecinese de um jovem garoto é descoberta pelos militares, ele é levado por eles para se tornar uma super arma, cabendo a seu irmão correr para resgata-lo, antes que Manhattan seja destruída por seus poderes. Kaneda é dono de um bar em Neo-Manhattan, que fica aturdido quando seu irmão Tetsuo é abduzido pelos agentes do Governo que são liderados pelo Coronel. Desesperado para recuperar seu irmão, Kaneda se une à Ky Reed e seu movimento ilegal que pretendem revelar ao mundo o que realmente aconteceu em Nova York há 30 anos, quando ela foi destruída.

Akira estreia em 21 de Maio de 2021.

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Cinema

Liberadas as artes conceituais do final original de X-Men: Fênix Negra

Foram liberadas as artes conceituais do final original de X-Men: Fênix Negra, que foi alterado devido a sua semelhança com epílogo de Capitã Marvel.

Nesse desfecho, Jean Grey (Sophie Turner) une-se definitivamente à entidade da Fênix e sai da Terra numa missão de destruir uma tropa Skrull que está a caminho do nosso planeta.

Ambientado em 1992, Charles Xavier (James McAvoy) está lidando com o fato dos mutantes serem considerados heróis nacionais. Com o orgulho a flor da pele, ele envia sua equipe para perigosas missões, mas a primeira tarefa dos X-Men no espaço gera uma explosão solar, que acende uma força malévola e faminta por poder dentro de Jean Grey (Sophie Turner).

X-Men: Fênix Negra já está em cartaz em todos os cinemas nacionais.

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Cinema

Paul Rudd é confirmado no elenco de Caça-Fantasmas 3

A Variety confirmou que o comediante Paul Rudd estará no elenco de Caça-Fantasmas 3, que estreia em 2020. 

Ao que tudo indica, Rudd dará vida ao professor do personagem de Finn Wolfhard, que assim como o garoto, acredita em fantasmas.

Paul Rudd é um ator, comediante, escritor e produtor norte-americano. É conhecido pela sua participação em filmes de comédia como O Âncora, O Virgem de 40 Anos, Knocked Up, Role Models, I Love You, Man, Our Idiot Brother, Wanderlust, As Patricinhas de Beverly Hills, This is 40 e Admission. Paul interpreta o Homem-Formiga no MCU.

Protagonizado por quatro adolescentes, sendo duas meninas e dois meninos, a sequência terá o retorno do quarteto original composto por Dan Aykroyd, Bill Murray, Harold Ramis (que será recriado por captura de movimento) e Eernie Hudson. O novo longa-metragem não terá ligação com Caça-Fantasmas: Atenda ao Chamado, de 2016.

Para futuras informações de Os Caças-Fantasmas, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.

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Cinema

Novo filme da franquia Extermínio está em desenvolvimento

O diretor Danny Boyle anunciou que está desenvolvendo um terceiro filme para sua franquia de zumbis Extermínio. O primeiro filme foi lançado em 2003 sendo um marco na época, além de apresentar pela primeira vez, zumbis que correm.

“Alex Garland e eu temos uma ideia incrível para o terceiro, é muito boa. O filme original levou a um ressurgimento do gênero de zumbis, mas nada disso será referenciado. Não se parece nem um pouco batido. Garland está concentrado em dirigir seus próprios projetos no momento, então está parado, mas nunca se sabe.” Comentou Boyle ao The Independent.

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Uma praga transforma a maioria da humanidade em zumbis sedentos de sangue. Um grupo ainda não afetado se prepara para a mais perigosa jornada de suas vidas: tentar chegar a uma fortaleza militar em Manchester.

Extermínio 3 não possui data de lançamento.

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Séries

Seriado em live-action da franquia Final Fantasy está em desenvolvimento

A Sony Pictures Television e a Hivemind Entertainment fecharam uma parceria com a Square Enix para produzirem um seriado em live-action da franquia Final Fantasy. A notícia foi dada pela EW.

“Final Fantasy irá explorar a disputa entre magia e tecnologia, em uma missão para trazer paz a uma terra em estado de conflito. O programa ainda está em fase de desenvolvimento.” Diz o comunicado oficial da Sony.

Jason F. Brown, Sean Daniel, e Dinesh Shamdasani serão produtores executivos, enquanto Ben Lustig e Jake Thronton ficarão encarregados com o roteiro do seriado.

Até o momento, apenas Chocobos e um personagem chamado Cid estão confirmados na produção.

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Final Fantasy é uma franquia de jogos de ficção científica e fantasia criada por Hironobu Sakaguchi e desenvolvida pela Square Enix. O primeiro jogo da série foi lançado em 1987.

Final Fantasy não possui data de lançamento.

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Cinema

Elas detonam! Divulgado o primeiro trailer de As Panteras

A Sony Pictures liberou o primeiro trailer e pôster do reboot de As Panteras, filme dirigido por Elizabeth Banks e estrelado pelas atrizes Kristen Stewartm, Naomi Scott e Ella Balinska. 

As panteras estão prontas para recuperar duas alianças de casamento perdidas, mas que contêm informações valiosas codificadas, ou seja, as novas identidades de cada pessoa no Programa Federal de Proteção à Testemunha. Quando testemunhas começam a morrer, somente as Panteras podem parar o assassino, usando suas experiências como mestres do disfarce, espionagem e artes marciais.

As Panteras estreia em 14 de Novembro.

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Cinema

Henry Cavill será Sherlock Holmes e irmão de Millie Bobby Brown em Enola Holmes

A Variety revelou com exclusividade que o ator Henry Cavill, será ninguém mais ninguém menos que Sherlock Holmes e irmão da atriz Millie Bobby Brown em Enola Holmes.

Helena Bonham Carter interpretará a mãe dos personagens, que até o momento, não teve o seu nome revelado.

O longa será dirigido por Harry Bradbeer e roteirizado por  Jack Thorne. A obra é inspirada no livro Os Mistérios de Enola Holmesde Nancy Springer.

Henry Cavill é um ator e modelo britânico que ganhou notoriedade após interpretar o Superman no universo cinematográfico da DC. Seu primeiro trabalho como ator foi em O Conde de Monte Cristo, de 2002.

https://www.instagram.com/p/BzO27TzhSGR/

Quando Enola Holmes, irmã do grande detetive Sherlock Holmes, descobre que sua mãe desapareceu, ela rapidamente sai a sua procura. Disfarçando-se de viúva, Enola embarca em uma jornada para Londres, sem saber o que poderá acontecer. Ao chegar na cidade ela adota uma série de disfarces, mas acaba se envolvendo no caso de um jovem marquês desaparecido.

Enola Holmes não possui data de lançamento.

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Detective Comics Quadrinhos

Skybourne: um quadrinho de ação e humor que mistura Rei Arthur com H. P. Lovecraft

Minissérie em cinco partes escrita e ilustrada pelo famoso Frank Cho – uma das figuras mais polêmicas da indústria moderna dos quadrinhos – Skybourne foi lançada em 2016 pela editora norte-americana BOOM! Studios e chegou ao Brasil recentemente através de uma bela edição encadernada da Mythos Editora.

E apesar de o nome não deixar nada muito claro sobre o teor desta série, a história de Skybourne reúne um vasto número de ideias que são apresentadas com muito humor negro e ação desenfreada, onde Cho e seu colorista Márcio Menyz criam um mundo bem ousado que trará elementos principais de Rei Arthur, que movem a história central, e até mesmo de H. P. Lovecraft.

Propositalmente raso, este quadrinho possui uma trama simples e direta: os três filhos de Lázaro são Abraham, Thomas e Grace Skybourne, e todos são dotados de habilidades incríveis como superforça e imortalidade. A Fundação Topo da Montanha foi criada para proteger a Terra de ameaças sobrenaturais, e há muito tempo a principal ameaça enfrentada foi um mago louco que visava acabar com a humanidade: o mago Merlin.

Todos os clichês de filmes de ação e espionagem são os pontos focais de Skybourne. Ação interminável, caracterização de elenco que se desenvolve com poucas imprevisibilidades e muitas cenas divertidas, dramas manjados, entre outros. Entretanto, essas características podem parecer empecilhos para a qualidade da história, mas encarando-a como se deve e da forma como o autor se propôs a apresentá-la, esta se transforma em uma surpresa agradabilíssima e descompromissada.

Frank Cho é dono de um traço extremamente limpo (e bonito) e como roteirista não perde tempo com muitos detalhes, mergulhando o leitor em uma narrativa cinematográfica após poucas páginas de leitura. A trama principal se desenrola com investigações e treinamentos com eventuais descobertas acerca do passado de alguns protagonistas, e rapidamente torna-se perceptível que além dos super-humanos, esta é também uma incrível história de monstros mitológicos.

Skybourne se inicia como uma aventura de ação com superseres, e termina trazendo seres míticos gigantescos (dragões, minotauros, centauros, ciclopes), com uma subtrama ainda mais apoteótica que pode liberar entidades cósmicas de suas prisões secretas, trazendo caos ao mundo. As lendas arturianas, vivas no mundo moderno, misturam-se aos avanços da tecnologia. E as cinco edições são de tamanha fluidez que a leitura passa literalmente voando.

E apesar da imprevisibilidade quase nula no desenrolar da história, o humor negro e bastante ácido é um dos pontos de destaque, tanto quanto as batalhas. Cho é muito exitoso em desenvolver contextos para quebrar a expectativa do leitor em seguida, entregando viradas de página que te pegam de surpresa e provocam risos ou choque sincero.

Thomas e Grace Skybourne são os heróis da aventura, com destaque especial para o primeiro. A enigmática Fundação Topo da Montanha também é desenvolvida com pinceladas de protagonismo por parte de alguns membros-chave da mesma, e o autor possui em suas mãos um universo que renderia mais histórias no mesmo teor desta primeira, com foco na ação e no deslumbrante visual.

Esta é a criação de um Frank Cho mais contido em alguns aspectos, porém extremamente livre e confortável em outros. Em momento algum esta aventura tenta reinventar a forma como os quadrinhos são encarados pelo público, e a sinceridade em se apresentar quase como um storyboard para um épico de ação dos cinemas é o maior mérito da produção.

As cores de Menyz são compatíveis com os traços claros do autor, e revezam muito bem as tonalidades entre os flashbacks, o presente e as monstruosidades. Os diálogos são competentes e batem com a premissa, e a forma como Excalibur e as lendas arturianas foram representadas ao longo dos anos nunca foi tão diferente e criativa quanto aqui.

Skybourne chegou ao Brasil em uma edição de 164 páginas encadernadas em capa dura com verniz aplicado e formato americano (26 x 17 cm), reunindo toda a série original, e o preço sugerido é R$ 72,90. Clique aqui para adquirir o encadernado com 35% de desconto.

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Cinema Tela Quente

Homem-Aranha: Longe de Casa | Simples e arrebatador

Anunciado como o primeiro filme da fase 4 da Marvel Studios e posteriormente vendido como a obra que encerrará a Saga do Infinito, Homem-Aranha: Longe de Casa é uma produção audiovisual realizada pela Sony Pictures, que porta todos os clichês positivos de uma típica HQ do amigão da vizinhança; que vão desde chacotas contra seus inimigos durante as batalhas, até constantes aprendizados a respeito de ”o que é ser uma pessoa melhor”.

Longe de Casa não se esconde atrás de uma moita, pelo contrário; durante suas 2h15m, o longa-metragem conta com uma trama única que não se apoia inteiramente nos acontecimentos de Vingadores: Ultimato, uma vez que as consequências da quarta jornada dos maiores heróis do planeta Terra são mencionadas de formas meticulosas e indiscretas. Entretanto, a morte de Tony Stark não afetou apenas o sentimental de Peter Parker, mas sim, o mundo todo; sendo essa a única ligação entre as películas.

Essa nova aventura do Homem-Aranha assim como De Volta ao Lar, moderniza mais ainda a vida do herói, assim como os seus familiares, amigos, professores e etc. Afinal, por que o amigão da vizinhança tem sempre que ser o mesmo e não pode mudar, visto que a sociedade passa cada vez mais por modificações? Confesso que é muito gratificante ver um Peter Parker que se assemelhe com os jovens atuais e que tem os típicos problemas do teioso não perdendo a sua clássica essência.

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Peter Parker (Tom Holland) está em uma viagem de duas semanas pela Europa, ao lado de seus amigos de colégio, quando é surpreendido pela visita de Nick Fury (Samuel L. Jackson). Convocado para mais uma missão heróica, ele precisa enfrentar vários vilões que surgem em cidades-símbolo do continente, como Londres, Paris e Veneza, e também a aparição do enigmático Mysterio (Jake Gyllenhaal).

Sintetizando brevemente, Homem-Aranha: Longe de Casa se assemelha com Shazam!, o filme mais recente da Warner Bros. Pictures sob o selo da DC Entertainment. Ambos são de comédia, tem uma lição de moral por trás de suas espetaculares e simples histórias, são divertidos, se sustentam sozinho e o principal: transmitem para os telespectadores os reais motivos de ser um super-herói.

No entanto, Longe de Casa é menos infantilizado que a obra cinematográfica da concorrente DC. Isso fica claro ao decorrer que Peter trabalha em sua maturidade, tendo que aceitar aos poucos o fato de que a vida adulta está chegando e que a sua identidade heroica é conhecida mundialmente. 

Mais uma vez, Tom Holland não decepciona no papel do cabeça de teia, provando para o público que consome os longas da Marvel Studios, que tem capacidade de carregar o MCU nas costas ao lado de outros heróis pelos próximos anos. Sua atuação inocente e deveras esforçada prova que o ator nasceu para o papel e que é um dos melhores Peter Parker que a sétima arte já teve a honra de presenciar. Holland é um astro que vai brilhar muito mais nas telonas, seja no papel do Aranha ou em outros trabalhos. 

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Mystério, ou melhor, Quentin Beck um personagem é exageradamente mimado e estrategista, fatores que acabam lhe transformando em um dos melhores vilões dos cinemas, uma vez que a fidelidade construída ao redor do personagem é extrema. Quentin está assustadoramente igual à sua contraparte cartunesca criada em Junho de 1964. 

Desde a criação do MCU, a maioria dos fãs da empresa imploravam à Kevin Feige incluir Jake Gyllenhaal neste vasto universo cinematográfico. Bem, a demora valeu pena, pois Mystério casou-se perfeitamente com Gyllenhaal em tudo, desde a sua aparência até os seus trejeitos. Jake dá um show de atuação, entregando uma performance memorável e quem sem sombras de dúvidas, não será esquecido.

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Infelizmente, em alguns momentos (poucos) o longa se perde em sua própria narrativa, ou seja, há uma quantidade de informações desnecessárias que poderiam ser explicadas em uma ou duas cenas, na qual é estendida de uma forma não tão minuciosa durante a trama. Por sorte, o elemento é esquecível ao decorrer que a história avança.

Já os personagens secundários estão mil vezes melhores em relação ao filme anterior, visto que são trabalhados de uma forma muito mais detalhada. Menção honrosa para MJ (Zendaya), que diferente do que os ”fãs” pensavam ser um mero interesse amoroso de Peter Parker sem sal, aqui Jon Watts (diretor) fez com que Michelle se transformasse em uma personagem aclamada.

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Homem-Aranha: Longe de Casa merece ser assistido mais de uma vez. A Marvel Studios e Sony Pictures fizeram um extraordinário filme para toda a família, mais especificamente, para o público adolescente e pré-adolescente.

Agradecimentos para a Sony Pictures Brasil, que nos convidou para a cabine de imprensa.

Espero que tenham gostado, até a próxima e lembrem-se, com grandes poderes vem grandes responsabilidades. 

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Detective Comics Quadrinhos

Resenha | Big Baby

Tony não costuma brincar na rua, tem um único amigo e uma aparência que faria qualquer garota tomar distância considerável dele. A maior diversão encontrada por ele é se fechar em seu mundo alimentado por seus brinquedos, quadrinhos e filmes de terror que precisa assistir escondido de seus pais. Criado em sua própria bolha, começa a ter dificuldades quando esta estoura e passa a respingar na vida real que, para ele, apresenta sempre fortes referências à sua bagagem cultural.

Assim, temos quase 100 páginas de quadrinhos que revivem casos clássicos que fazem parte do cotidiano norte-americano. Mas aqui, no lugar da falsidade dos vizinhos e urina dos convidados para o churrasco de fim de semana, a piscina guarda um segredo que só se vê no cinema trash, a babá irresponsável pode se arrepender de não seguir à risca sua chance de dinheiro fácil e os pais de Ricky Bellows teriam uma formidável companheira para o chá da tarde caso Pamela Voorhees quisesse compartilhar as peripécias de seu querido filho Jason.

Charles Burns desde cedo já despontava como um mestre do chiaroscuro. Sua arte ao mesmo momento que resgata o clássico, se torna atemporal. Burns já estava pronto em seu traço, mas não em seu roteiro. As histórias de Big Baby são medianas comparadas ao que se veria em Sem Volta ou Black Hole, este último claramente o resultado final da ideia que começou no tomo Peste Juvenil de Big Baby onde, assim como em Black Hole, uma doença é transmitida entre adolescentes através do sexo.

Tony é a bizarra encarnação das aventuras de seu autor quando jovem. Seus medos, a descoberta dos quadrinhos, os prazeres e perigos da leitura de material impróprio para sua idade, a curiosidade de descobrir por que era diferente dos seres mais velhos… Tudo está ali e nos brinda com o que muitos já passaram nessa idade. Inclusive quem agora redige esse texto. Apesar de tudo, a passagem de Tony pelo papel foi curta: Seu pai o criou para apenas 4 histórias entre 1983 e 1991. Se considerar a primeira somente introdução, podemos dizer que foi apenas trilogia. Big Baby teve uma morte prematura.

Poucos vão lembrar, mas essa não é a primeira vez que Big Baby aparece no Brasil: sua primeira história de apenas duas páginas foi publicada na revista Animal nº1 da editora VHD Diffusion em 1988. Agora, a Darkside nos traz em edição única todas as aventuras do garoto com feições que misturam um lagarto e o clássico Pinduca compilada em livro de capa dura com comentários do autor e extras.

IMAGEM: guiadosquadrinhos.com

Big Baby satisfaz a quem sente saudades de quando tinha entre 7 e 14 anos. Período perigosamente saudosista que insiste em não sair de nossas memórias e atitudes. Somos moldados justamente nesse período e, se tivermos as mesmas desventuras que Tony, as cicatrizes podem ser eternas.