HBO Max, o novíssimo serviço de streaming da Warner Bros., deve chegar em 2021 no Brasil segundo informações do EBANX.
A América Latina é prioridade no plano de expansão do serviço de streaming após os Estados Unidos, que começará em 2021. Obviamente, o Brasil está incluso,uma vez que a Warner adquiriu participações minoritárias em subsidiárias latino-americanas e assumiu o controle de todas as operações da marca HBO no Brasil e em outros países.
Nos EUA, o HBO Max chega em 27 de Maio de 2020.
Warner Bros. é uma produtora e distribuidora estadunidense de filmes e entretenimento televisivo. Foi fundada em 4 de abril de 1923 pelos irmãos Warner.
Para futuras informações a respeito da produtora, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.
Em um depoimento para a GQ Magazine, o ator Chris Hemsworth afirmou que fez teste para X-Men: Primeira Classe e G.I. Joe: A Origem da Cobra.
“Fiz sete, oito testes e pensei que conseguiria um desses dois papéis. Mas não consegui nenhum deles e de repente pensei: é isso, perdi de novo, não vou estar em X-Men: Primeira Classe e G.I. Joe. Então veio Thor. Se eu tivesse conseguido aqueles papéis não teria Thor.”
Chris não revelou qual personagem viveria em Primeira Classe, mas em A Origem da Cobra, o seu personagem seria Duke, que acabou ficando com Channing Tatum.
Chris Hemsworth é um ator australiano, sendo mais conhecido por interpretar Thor no Universo Cinematográfico Marvel. Recentemente, participou de Resgate, o filme com maior estreia da Netflix.
Para futuras informações a respeito de Chris Hemsworth, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.
O FandomWire revelou com exclusividade, que a Lucasfilm está trabalhando em um seriado com as mulheres do universo Star Wars que será liderado pela Ahsoka Tano.
Sabine, Hera Syndulla e Bo-Katan também serão as protagonistas da produção. Dave Filoni será o produtor-executivo e sua trama se passará após os eventos de Star Wars Rebels.
A obra não será a série de Leslye Headland (para mais informações, clique aqui). Vale Mencionar, que um seriado solo de Ahsoka também está em desenvolvimento (para mais informações, clique aqui).
Star Wars é uma das maiores franquias da história, acumulando o total de 11 filmes, diversas animações, games e curta-metragens. O primeiro filme foi lançado em 1977, com Mark Hamill, Carrie Fisher e Harrison Ford.
Para futuras informações a respeito do primeiro filme da franquia Star Wars, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.
Segundo informações exclusivas do Heroic Hollywood, o cineasta Zack Snyder exibiu a sua versão de Liga da Justiça para os executivos da Warner no início de 2020.
De acordo com o site, caso o projeto vá para frente, o seu lançamento nos cinemas está totalmente fora de cogitação. Blu-Ray e versão digital seria a melhor opção para o Snyder Cut finalmente chegar ao público, segundo o veículo de comunicação.
Snyder já afirmou inúmeras vezes, que a sua versão existe e que possui diversos efeitos visuais finalizados.
Na rede social Vero, Zack Snyder curtiu a publicação na qual um fã comenta o vídeo feito pelo Heroic Hollywood com informações exclusivas.
Em 2017, a filha de Zack Snyder acabou se suicidando, motivo pelo qual o cineasta se afastou da produção de Liga da Justiça. Snyder foi substituído por Joss Whedon, que acabou fazendo intensas refilmagens no trabalho do cineasta. O resultado acabou não agradando a crítica especializada e o público em geral.
Para futuras informações a respeito do Snyder Cut, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.
A Netflix divulgou o primeiro trailer e imagens de Destacamento Blood, próximo filme do aclamado diretor Spike Lee que chega em Junho de 2020 na plataforma de streaming.
O elenco é composto por Chadwick Boseman, Jean Reno, Delroy Lindo, Jonathan Majors e Paul Walter Hauser.
Destacamento Blood narra a jornada de quatro veteranos que retornam ao Vietnã em busca do corpo do líder do seu esquadrão. Mas voltar às florestas do país pode significar ainda entrar em contato novamente com sua inocência perdida.
Para futuras informações a respeito de Destacamento Blood, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.
Através de um vídeo em que o elenco de TheUmbrella Academy se reúne remotamente, foi oficializado pela Netflix que o segundo ano da série chega em 31 de Julho de 2020.
O vídeo reúne os atores Robert Sheehan, Tom Hopper, Aidan Gallagher, Ellen Page, Emmy Raver-Lampman e David Castañeda.
https://youtu.be/LeNFnoIPBI0
Antes de falecer, o milionário Sir Reginald Hargreeves adotou sete crianças a fim de treiná-las para combater o mal. Depois que ele morre misteriosamente, esses jovens habilidosos unem suas forças para seguir o caminho para o qual seu pai adotivo os criou e acabam se envolvendo em um mundo muito mais perigoso do que eles imaginavam ser possível.
O ano era 1991, o desenho animado das Tartarugas Ninja estava no auge, ou melhor, a franquia estava no seu auge. Seu filme lançado no ano anterior tinha alcançado uma altíssima bilheteria sendo a produção cinematográfica independente mais lucrativa da história, perdendo o posto para A Bruxa de Blair em 1999, o segundo filme já estava no circuito sendo um sucesso, uma linha de brinquedos rendendo milhões e uma franquia de games de sucesso. O mundo respirava as Tartarugas. Então a Konami coloca no mercado de games o Teenage Mutant Ninja Turtles: Turtles in Time. Aquele que é considerado o melhor game dos personagens de todos os tempos.
Teenage Mutant Ninja Turtles IV: Turtles in Time foi a estreia dos personagens nos consoles de 16 BITS, o mais ponto da tecnologia de games caseiros daquela época. Mais precisamente no Super Nintendo. O game foi um verdadeiro vendaval nos fãs. As locadoras ficavam lotadas com a galera disputando o cartucho ou então um horário para jogar. E ainda acirrou ainda mais a disputa entre Mega Drive e o SNES. Que até então não tinham nenhuma aventura nos consoles da SEGA. A estreia foi somente em 1993, no The Hyperstone Heist. Um jogo bem curto, de cinco fases que mais parecia (ou era) um reaproveitamento de sobras do Turtles in Time. O game em si não era ruim. Era uma história original e com o Tatsu, o carequinha dos filmes, como um dos BOSS.
Os jogos das Tartarugas eram muito populares naquela época. Os games do Nintendinho eram super divertidos, e o Teenage Mutant Ninja Turtles IV: Turtles in Time seguiu a numeração sequencial desses games. Só para situar na linha de tempo, no Nintendinho foram lançados: Teenage Mutant Ninja Turtles (1989), Teenage Mutant Ninja Turtles: The Arcade Game (1990) e Teenage Mutant Ninja Turtles: The Manhattan Project (1991). O que pouca gente aqui no Brasil sabe, é que o Turtles in Time foi lançado primeiro na versão arcade como continuação direta de Arcade Game. Entretanto, a versão japonesa, país onde o console era chamado de Super Famicon, manteve o título original não numerado.
As fases:
Big Apple, 3 AM Alleycat Blues Sewer Surfin’ Technodrome – Let’s Kick Shell! BC 2500000000 – Prehistoric Turtlesauras AD 1530 – Skull and Crossbones AD 1885 – Bury My Shell At Wounded Knee AD 2020 – Neon Night-Riders AD 2100 – Where No Turtle Has Gone Before AD 1992 – Technodrome – The Final Shell-Shock
O Arcade Game, foi lançado originalmente em 1989, e depois ganhou uma versão para Nintendinho. Turtles in Time foi lançado na versão arcade em 1991 e depois uma versão em 1992. Embolado nesse meio ainda tiveram games avulsos originais para PC, GameBoy e Pinball.
Sem o numeral IV, Turtles in Time rapidamente se tornou o arcade mais vendido pela Konami em 1991. O jogo trazia inovações no simples “andar e bater” dos anteriores. Na trama, o Destruidor confronta as Tartarugas e Krang rouba a Estátua da Liberdade. Após chegarem no Technodrome, o Destruidor aciona um túnel do tempo e joga as Tartarugas em uma porradaria contra vilões no passado e no futuro. Mas o que ficou realmente marcando foram os golpes, como por exemplo jogar os soldados do Clã do Pé contra a tela. Havia disputa de quem fazia mais nas locadoras. Aquilo foi uma loucura na época.
Matéria da Revista Ação Games Nº 17
Uma outra coisa legal do game, na versão do SNES, foi introduzir personagens que até então eram inéditos nos games, como o Rei Rato, Slash (a tartaruga alienígena que já teve várias origens) Metalhead, o Battletank do Destruidor e os mutantes Tokka e Rahzar (do recente segundo filme Segredo do Ooze). Na versão do SNES, os bichões são confrontados no Technodrome e Bebop e Rocksteady são os Boss na fase AD 1530 – Skull and Crossbones. Na versão arcade, Tokka e Rahzar são enfrentados no navio.
Os sons das duas versões também são diferentes. Na versão do SNES está faltando algumas amostras de voz para os personagens e a música tema da versão arcade, “Pizza Power”, foi substituída por uma versão instrumental do tema do desenho animado. E no SNES foram incluídos os inimigos Roadkill Rodneys e Mousers.
Turtles in Time IV também foi o pontapé inicial para um game de luta no estilo Street Fighter, que na época estava se tornando a gigantesca franquia. O modo VERSUS, onde você escolhia uma das Tartarugas, e com Splinter como juiz, poderia lutar uma contra a outra. Esse modo originou o game Teenage Mutant Ninja Turtles: Tournament Fighters que foi lançado em diversas plataformas entre os anos de 1993 e 1994. Os personagens se variavam entre as versões es, era possível jogar com April, Casey Jones, Wingnut, Ray Fillet, Karai entre outros.
Reza a lenda que o sucesso de Turtles in Time foi o pavio idealizador do terceiro filme das Tartarugas Ninja. Aquele filme em que eles encontram um cetro mágico que os mandam para um Japão Feudal onde todos falam inglês com sotaques americanos. O filme era muito estranho e se distanciava muito dos outros dois primeiros. Ele conseguiu se pagar, mais ficou longe do desempenho dos outros dois e foi um fracasso total de crítica, enterrando a franquia dos personagens nos cinemas. Até o lançamento da animação em 2004.
Um remake de Turtles in Time foi desenvolvido pela filial em Singapura da Ubisoft para PS3 e XBox 360 em 2009. Infelizmente, o game intitulado Re-Shelled, que foi todo modernizado, não teve o sucesso esperado e foi um total fracasso.
Turtles in Time se consolidou como o melhor game das Tartarugas Ninja até hoje. Seja por introduzir personagens que estavam no auge nos filmes e no desenho animado. Além de inovar com novos golpes, modos de game player e introduzir um game de luta, que foi o encerramento da franquia naquela geração de games.
O The Hollyood Reporter afirma com exclusividade, que Timothy Olyphant estará na segunda temporada de The Mandalorian.
A quantidade de episódios que o ator estará presente, assim como o seu papel e sua relevância não foram revelados.
Olyphant ganhou notoriedade em sua carreira após participar de Hitman, Live Free or Die Hard e Deadwood. Recentemente, esteve na série Santa Clarita Diet.
Depois das histórias de Jango e Boba Fett, outro guerreiro surge no universo de Star Wars. O Mandaloriano é situada depois da queda do Império e antes do surgimento da Primeira Ordem. Acompanhamos os percalços de um pistoleiro solitário nos confins da Galáxia, longe da autoridade da Nova República.
Para futuras informações a respeito de The Mandalorian, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.
E o Maestro vai dar as caras novamente nas publicações da Marvel Comics. Já se vão 28 anos desde a primeira publicação em Hulk – Futuro Imperfeito e as mais recentes em anos anteriores em Guerras Secretas II e Velho Logan, e até então a sua origem era um mistério. Bem, pelo menos até o próximo mês de agosto.
A Casa das Ideias anunciou a minissérie Maestro onde, finalmente, conheceremos a origem do personagem. Em Futuro Imperfeito somos apresentados a um mundo apocalíptico em que os heróis estão mortos. E esse lugar desolado é governado pelo misterioso e violento ditador conhecido como Maestro, que nada mais é do que a versão envelhecida do Hulk.
A história vai mostrar a queda dos heróis e a ascensão do Maestro. E como o Bruce Banner/Hulk chegaram a esse ponto.
“Eu não fazia ideia que o personagem ficaria tão popular. Até agora foram feitas alusões à sua origem, então estou empolgado em explorar isso na nova série e mal posso esperar para os fãs começarem a ler”, disse Peter David, roteirista de Futuro Imperfeito e da nova minissérie.
Além dos roteiros de Peter David, a minissérie terá desenhos de Gérman Peralta e Dale Keown. Uma das capas variantes será de George Pérez.
Durante essa época de pandemia e quarentena, a cantora britânica Charli XCX preparou algo especial para os fãs: Seu mais novo álbum, How I’m Feeling Now, é uma carta aberta dos sentimentos e pensamentos dela, e também algo que foi bem colaborativo com quem acompanha seu trabalho. Juntando uma produção mais caseira e combinando o PC Music com Pop, Charli criou um álbum maravilhoso para um momento tão significativo.
O álbum começa com a faixa ‘pink diamond‘, que marca a primeira colaboração da cantora com Dijon. Com um som mais agressivo, a cantora trás a raiva e a angústia que é ter que ficar preso em casa, no tempo em que a vontade de sair e se divertir consome, e a única coisa que se dá para fazer com as pessoas são vídeo-chamadas. Essa música é como se ‘Boss Bitch‘ da Doja Cat estivesse tendo um surto de raiva, e isso é maravilhoso. Em uma entrevista ao Apple Music, a cantora disse a escolha dessa música ser a faixa que abre o álbum: “Eu queria que fosse a primeira faixa porque tenho a ideia de que algumas pessoas vão adorar e outras odiarão. Eu acho que é legal ser antagônico na primeira faixa de um álbum e realmente frustrar certas pessoas, mas deixar os outros realmente obsessivos com o que poderá vir a seguir.“. E ela consegue, seguindo por faixas mais únicas ainda.
Na segunda faixa temos a primeira música do álbum que foi liberada, ‘forever‘. Com sintetizadores e sons metálicos, Charli cria uma música que parece misturar todas suas eras em uma, a artista emocional de True Romance, a doçura sonora de Sucker, um ritmo mais balada de Vroom Vroom e Number 1 Angel, os elementos da produção de Pop 2 e os traços marcantes de sua assinatura em Charli. Sua letra também é uma das mais bonitas do álbum, contando da dificuldade que ela e seu namorado, Huck Hwong, sofrem com a distância de lugares. “A música é obviamente sobre o meu relacionamento, mas é sobre os momentos antes do lockdown. Ele me pergunta: ‘E se não conseguirmos’, mas reforça que eu sempre o amarei, mesmo se não conseguirmos.“, disse a cantora ao Apple Music. Seguindo o mesmo, temos a terceira faixa, ‘claws‘, que já segue sendo um pop com uma sonoridade um tanto quanto nostálgica, parece que ouvimos algo tão futurista, mas também como se fosse uma música que tivesse estourado nos anos 90, época qual Charli XCX é apaixonada. A produção desse single é impecável, tanto que quem a produz é Dylan Brady, da banda 100 gecs.
Prosseguimos com a faixa ‘7 years‘, uma dançante música que conta mais sobre o relacionamento de Huck e Charli e sobre seu amadurecimento com o tempo. Com vocais distorcidos de fundo e sons mais robóticos, o foco da voz da cantora nessa música é fenomenal, Charli sabe muito bem como trazer emoção e melodias incrivelmente tocantes, é mais uma das faixas que impressionam no álbum e o consolidam. “Essa música é sobre a nossa jornada como casal, e a turbulência que sofremos ao longo do caminho. É também sobre como me sinto tão tranquilo por estar neste espaço com ele agora. Quarentena foi a primeira vez que tentei permanecer imóvel, física e mentalmente. É um sentimento muito novo para mim. Essa também é a primeira música que gravei em casa desde que eu provavelmente tinha 15 anos, morando com meus pais. Por isso, é muito nostálgico, pois remonta a um processo pelo qual não havia passado há mais de uma década.“, diz a cantora sobre a letra de ‘7 years’.
Sendo uma das músicas mais impressionantes no álbum, ‘detonate‘, é algo que você espera que seja estourado e com bastante efeitos de distorção, mas acaba se tornando em uma faixa bem tocante e provavelmente uma das mais tristes do álbum. Contando sobre a insegurança da cantora sobre se ela merece o companheiro que tem, e se ela merece que ele confie nela. “Eu escrevi a letra em um dia em que estava experimentando um pouco de confusão e frustração com a minha situação. Eu talvez quisesse algum espaço. Na verdade, é muito difícil para mim ouvir essa música porque sinto que o resto do álbum é muito alegre, positivo e amoroso. Mas resumiu como eu estava me sentindo, e às vezes não é incomum nos relacionamentos.“, disse Charli. E no fim, temos um som distorcido, representado um pouco mais o que ela estava sentindo.
Calma e extremamente agradável, ‘enemy‘ tem o melhor vocal da cantora no álbum. A música tem uma batida mais leve e que lembra muito sua época de True Romance e Sucker, vários efeitos e sintetizadores marcam a música, sendo uma das melhores faixas. Também é marcada com um interlúdio tocante falando sobre seu amadurecimento e sobre duvidar de si mesma. Talvez seja a música que mais toque os fãs, por mostrar um lado tão humano e relacionável com ela, que é um ícone na sua área. Sobre a letra da música, Charli comenta sobre o quão criativa foi a construir essa faixa: “A música baseada na frase “Mantenha seus amigos próximos e seus inimigos mais próximos”. Fiquei pensando em como se você pode ter alguém tão perto de você, isso significa que um dia eles poderão se tornar seu maior inimigo? Eles teriam mais munição. Na verdade, eu não acho que meu namorado seja alguém que me atacaria se algo desse errado, mas eu estava brincando um pouco com essa ideia. Como a música é bastante baseada em fantasia, pensei que o memorando de voz era algo que fundamentava a música. Acabei de falar com o meu terapeuta – e a terapia ainda é uma coisa muito nova para mim. Comecei apenas algumas semanas antes da quarentena, o que parece ter algo a ver com o destino, talvez. Eu tenho me gravado depois de cada sessão, e parecia certo incluí-lo como um tipo de momento real em que você tem um momento de dúvida.”.
Com uma letra que fica na mente, ‘i finally understand‘, produzida por Palmistry (Produtor e artista do sul de Londres, Benjy Keating) tem uma sonoridade bem única e que também volta a lembrar de outras eras da cantora. Tento um ar também mais leve e triste, a música fala sobre como a experiencia da quarentena está ajudando seu relacionamento a se aproximar emocionalmente, quanto fisicamente. Talvez, seja uma das músicas que ficou mais apagada comparada às outras faixas, mas mesmo assim, tem seu brilho e se encaixa perfeitamente no álbum.
Seguindo o que a cantora fez com ‘Track 10‘ de Pop 2 e ‘Blame It On Your Love‘ de Charli, temos agora a ‘c2.0‘, que é continuação da música Click, de Charli. Essa talvez seja uma das faixas que mais deixem os fãs divididos. Ela começa com o final de Click, que são sons sintetizados e metálicos bem estourados junto com várias repetições da frase “I’m next level so legit with all my click”, durante 1:41 minutos de música, o que não é tão agradável pela imensa quantidade de tempo que isso leva. Logo após, começa um lindo vocal e sintetizadores mais calmos e leves, que tem uma das melhores sonoridades do álbum. A música conta sobre a saudade que ela sente dos seus amigos músicos e celebra a amizade e a vida como era antes disso tudo.
Marcando completamente, ‘party 4 u‘ é uma das melhores músicas do álbum, provavelmente sendo uma das mais marcantes. Mais leve e calma, Charli tem um destaque surpreendente em seu vocal nessa faixa. Mesmo sendo a faixa mais antiga entre as novas (Charli tocou essa música pela primeira vez em 26 de maio de 2017), ela se provou envelhecer como vinho. Com toda certeza, é uma das musicas mais importantes aqui, e é uma jornada para ela e para o produtor, o grande A.G. Cook. A cantora contou mais sobre seu relacionamento com essa música na Apple Music: “Esta é a música mais antiga do álbum. Para mim e A. G., essa música tem muita vida e história – nós a tocamos ao vivo em Tóquio e, de alguma forma, ela saiu e se tornou a favorita dos fãs. Toda vez que nos reunimos para fazer um álbum ou uma mixtape, isso sempre é considerado, mas nunca havia sentido antes. Por menor e bobo que pareça, é hora de retribuir algo. Liricamente, isso também faz sentido agora, pois trata-se de fazer uma festa para alguém que não vem – o desejo de ver alguém, mas eles não estão lá. A música ganhou um novo significado – gravamos a primeira parte em talvez 2017, agora há amostras de multidões na música desde o final do meu show na Brixton Academy em 2019 e agora existem gravações minhas em casa durante esse período. Foi em uma jornada. Ela continuou sendo solicitada e solicitada, o que me deixou hesitante em divulgá-la porque eu gosto da mitologia em torno de certas músicas. É divertido. Dá mais vida a essas músicas – talvez até mais do que se eu as tivesse lançado oficialmente. Continua a construir esse hype inexistente, o que é bastante engraçado e também definitivamente faz parte da minha narrativa como artista. Sofri muitos vazamentos e hacks, então gosto de brincar um pouco com essa narrativa.“.
Prontos para festa? Pois bem, ‘anthems‘ é a música perfeita para dançar e festejar (sozinho). Com um som totalmente elétrico e agitado, os gritos da Charli por querer festejar são contagiantes e é impossível não querer sair dançando por aí enquanto se ouve essa faixa. Entre todas as faixas mais animadas e elétricas do álbum, essa pode ser considerada a melhor; sua produção (de Dylan Brady e Danny L Harle) e com a letra feita por Charli criaram um hino icônico para momentos de se divertir. A cantora diz que fez essa música pensando na saudade que ela tem de festejar a noite inteira, e acordar se sentindo terrível. Ela também diz que se inspirou muito no filme ‘Projeto X’, pois ela disse que queria uma noite no estilo da festa do filme. Fica uma dica para Hollywood, se forem fazer uma continuação ou remake, já tem a música tema!
Finalizando o álbum no mesmo ritmo de sua música anterior, temos ‘visions‘, que é uma balada futurista. Sintetizadores e efeitos que lembram elementos de synthwave, a faixa consolida um fim digno para um álbum simplesmente impecável. Ele fala sobre o relacionamento da Charli e também nos conecta ao momento em que vivemos, o álbum não termina em uma salva de palmas, termina em um eufórico e desconhecido momento onde vira um reflexo da nossa realidade. Mostra o caminho que a cantora quer trilhar a partir de agora.
Como fã enorme da Charli XCX, esse álbum é como ver um artista que você ama evoluir e se descobrir em cada faixa. Tudo o que ele significa, cada uma das músicas e letras mostra como este álbum é sólido e simplesmente único. Charli fez uma carta de amor para seu namorado, para seus amigos, seus fãs, e a si mesma. É simplesmente gratificante ver como isso se desenrolou de uma forma tão incrível. Com toda certeza, mesmo com pouquíssimas falhas, é possível considerar esse um dos álbuns mais importantes da carreira da cantora e um dos melhores dela e desse ano, e ver como ele é um fruto de todo o aprendizado que ela teve com seus antecessores. Em um momento tão difícil, com certeza esse álbum ajuda a criar momentos e memórias melhores. O questionamento agora é de como será os futuros trabalhos da cantora, que sempre se inova e cria obras primas musicais.
Nota: 4.7/5
“how i’m feeling now”, de Charli XCX Já está disponível em todos os serviços de streaming.