Categorias
Quadrinhos

Traje a Rigor e El último Detective são as novidades da Editora Conrad

E a editora Conrad anunciou novos lançamentos dessa sua nova fase com o Cassius Medauar à frente dos quadrinhos. Depois dos anúncios de Mayara e Annabelle de Pablo Casado e Talles Rodrigues, Echoes – Além do Limiar de Eliana Oda e Duo.Tone do Vitor Cafaggi, chegou a vez de Traje a Rigor do Gustavo Lambreta e de El último Detective do brasileiro Geraldo Borges e do chileno Claudio Alvarez.

Traje a Rigor

A publicação é uma adaptação do conto homônimo de Marcos Rey, premiado autorque escreveu O Mistério do Cinco Estrelas, da icônica coleção Vaga-lume. A trama conta a história de Otávio, um cara que comprou um smoking sob medida e está ansioso para usá-lo no baile. Ele sai mais cedo para beber um pouco no bar e se encontra com alguns amigos que não via há tempos. Esta é uma história em volume único de como uma simples ida a um baile pode se tornar algo bem diferente do planejado.

Traje a Rigor tem 58 páginas e o valor de R$ 10,90.


El Último Detective

A história se passa em uma América Latina distopica, o detetive Joe Santos é forçado a retornar ao serviço para investigar uma série de crimes ocorridos em Nova Amazônia. Uma droga feita de um mineral valioso mata seus usuários em poucos dias, depois de realizar alguns de seus desejos mais sórdidos. Conseguirá Santos – na companhia do insuportável robô C-Cilia – desvendar o mistério que no passado encerrou sua carreira, destruiu parte de seu corpo e causou a morte de seu ex companheiro?

A publicação tem uma parceria Brasil-Chile com desenhos do brasileiro Geraldo Borges e roteiro do chileno Claudio Alvarez. Ainda conta com cores do também brasileiro Arthur Hesli e os letristas originais são os chilenos Maycols Alfaro e Bernardo Briceño.

Ainda não foi divulgada a data de lançamento, mas o editor Cassius Medauar confirmou que a obra sairá primeiro digitalmente e depois em edição impressa.

Fique ligado na Torre de Vigilância para as próximas novidades da Conrad.

Categorias
Séries

Spin-off de The Boys está em desenvolvimento

A Variety revelou com exclusividade, que o primeiro seriado spin-off de The Boys está em desenvolvimento pelo Prime Video.

A série mostrará estudantes de uma faculdade de super-heróis, junto dos novos supers em busca dos contratos mais valiosos da cidade. A produção será para maiores de idade e será de comédia.

Não foi revelada uma data de lançamento para a obra.

The Boys é uma visão irreverente do que acontece quando super-heróis, que são tão populares quanto celebridades, tão influentes quanto políticos e tão reverenciados como deuses, abusam de seus superpoderes ao invés de usá-los para o bem. É o sem poder contra o superpoder, quando os rapazes embarcam em uma jornada heroica para expor a verdade sobre “Os Sete” com o apoio da Vought.

Para futuras informações a respeito de The Boys, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.

Categorias
Board games Entretenimento Games

Sobreviver: Livro-jogo transporta o jogador para um apocalipse zumbi em São Paulo

Já imaginou presenciar um apocalipse em plena São Paulo? Melhor ainda, já imaginou se isso acontecesse durante a maior convenção de cultura pop do país? Pois é, essa é a premissa de ‘Sobreviver’: um livro-jogo independente criado por Gabriel Garcia, entusiasta de jogos de RPG.

Em ‘Sobreviver’, você entra no papel de um turista em São Paulo para a maior convenção de cultura pop do país. Entretanto, um novo vírus se espalhou de um dia para o outro e as pessoas começaram a se tornar mortos-vivos. E agora, você precisa sobreviver em uma São Paulo lotada de zumbis. A versão original do livro foi lançada durante a CCXP 2017, no Artist’s Valley, e foi um sucesso de vendas. Essa segunda versão trará mais escolhas e diversas opções de finais.

Como se trata de uma história interativa o livro apresenta QR Codes em suas páginas que mostram a playlist do personagem principal, mensagens trocadas pelo protagonista e seu amigo e os vídeos sobre São Paulo com o cenário do jogo. Além disso, o jogador precisará fazer testes de sorte para ver como se sai em determinadas situações.

A Torre de Vigilância teve acesso a uma demonstração do projeto e o livro-jogo se trata de um RPG interativo onde você toma suas decisões e precisa da sorte para poder sobreviver, onde o jogador fica imerso na experiência e realmente apreensivo com o que aguarda posteriormente. Aparenta ser bastante promissor e ter um futuro bom pela frente – sinceramente, estou ansioso pela versão final.

‘Sobreviver’ está disponível no Catarse para financiamento coletivo. Caso você realize a compra pelo catarse, ganhará brindes como uma bolsa e uma garrafa personalizada. Os trinta primeiros compradores irão aparecer como zumbi no livro-jogo finalizado. Confira mais sobre o projeto clicando aqui.

Categorias
Cinema

Filme hollywoodiano de Yakuza está em desenvolvimento

A Variety revelou com exclusividade, que a SEGA está desenvolvendo ao lado da produtora 1212 Entertainment, estão trabalhando em um filme hollywoodiano de Yakuza.

Erik Barmack, Roberto Grande e Joshua Long serão os produtores-executivos. Wild Sheep será o encarregado do roteiro.

O longa-metragem não possui data de lançamento e previsão para o início das filmagens.

Yakuza é uma franquia de jogos composta por 12 títulos, 1 spin-off e 1 remaster, que foi lançado em 2019.

Para futuras Informações a respeito de Yakuza, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.

Categorias
Cinema

TENET é adiado mais uma vez no Brasil

A Warner Bros. Pictures decidiu adiar TENET novamente no Brasil.

Anteriormente, a ficção-científica de Christopher Nolan chegaria em 15 de Outubro de 2020. Agora, ela irá estrear no dia 29 do mesmo mês.

TENET já estreou em inúmeros países asiáticos, europeus e americanos.

Armado com apenas uma palavra – TENET – e lutando pela sobrevivência do mundo, o Protagonista (John David Washington) precisa partir em uma missão dentro do mundo da espionagem internacional, que irá revelar algo além do tempo. Não é viagem no tempo. É Inversão.

Para futuras informações a respeito de TENET, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.

Categorias
Games

NieR Replicant ver.1.22 ganha data de lançamento

A Square Enix divulgou um novo trailer de NieR Replicant ver.1.22474487139, remake do NieR Replicant lançado em 2010. O vídeo revela a data de lançamento do jogo tanto para o Japão quanto para o Ocidente.

Confira:

Imagem

O jogo chegará em 22 de abril no Japão, data em que o game original comemorará 11 anos de lançamento. Já no Ocidente, o jogo chegará um dia depois, em 23 de abril de 2021.

O jogo também ganhou um vídeo de gameplay, mostrando exploração e combate, que foram refeitos para o remake.

NieR Replicant ver.1.22474487139 será lançado para PlayStation 4, Xbox One e PC.

Categorias
Séries

Novas cenas de Zack Snyder’s Justice League serão rodadas em Outubro de 2020

O The Hollyood Reporter revelou com exclusividade, que novas cenas de Zack Snyder’s Justice League serão rodadas em Outubro de 2020.

Henry Cavill, Gal Gadot, Ben Affleck e Ray Fisher serão os atores que irão participar das filmagens.

A minissérie chega em 2021 no HBO Max.

Em 2017, a filha de Zack Snyder acabou tirando a própria vida, motivo pelo qual o cineasta se afastou da produção de Liga da Justiça. Snyder foi substituído por Joss Whedon, que acabou fazendo intensas refilmagens no trabalho do diretor. O resultado acabou não agradando a crítica especializada e o público em geral.

Para futuras informações a respeito de Zack Snyder’s Justice League, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.

Categorias
Música

Além do Disco: A saúde mental como tendência na música pop

No início da década passada, músicas de autoempoderamento dominaram as paradas musicais no mundo todo. Versos como “Querido, querido, por favor /Nunca nunca se sinta / Como se fosse menos do que perfeito pra caralho” de Pink em “Fucking Perfect” ou “Você me derruba, mas eu não caio / Sou de titânio” de David Guetta e Sia em “Titanium” marcaram a juventude de boa parte de uma – ou mais – geração. Porém, passado cerca de 10 anos depois, muita coisa mudou no mainstream. Inclusive, as temáticas da música pop.

Além dos temas clichês que atravessam os anos na música popular como relacionamentos amorosos, festas e drogas a última década trouxe uma revigorada nas composições apresentadas ao grande público. O autoempoderamento  que se diz respeito à autoestima (se assim podemos dizer) cantado pelas vozes dos anos 2000 abriu caminhos para outras formas de afirmação dominassem as rádios, players e pistas de danças mundo afora. O empoderamento feminino, negro e LGBTQ+ são exemplos disso. Entretanto, se a autoestima e a força eram mais celebradas no passado, atualmente a vulnerabilidade e honestidade acerca das questões de saúde mental são umas das tendências do gênero. 

Muitos dos cantores que estão no topo das paradas atuais são pertencentes à geração Y, os famosos millennials (nascidos entre 1980 a 1996). Enquanto isso, os primeiros representantes da geração Z (nascidos entre 1997 a 2010)  já começaram a aparecer no mundo musical. Tais gerações são as que mais apresentam casos de depressão, ansiedade e outros transtornos mentais. Não há um grande consenso por parte dos pesquisadores sobre o porquê disso, mas obviamente, essas estatísticas já estão sendo refletidas na música contemporânea.

Confira a seguir alguns destes casos: 

Musa da Depressão

Lana Del Rey's New Spoken Word Album Will Pay Heartwarming Homage to Native Americans | Grit Daily News

No ano de 2012, todos os holofotes se viraram para Lana Del Rey. No cenário qual a música pop era dominada por batidas eletrônicas e alegres, a nova-iorquina causou com seu álbum de estreia “Born To Die” (Nascer Para Morrer) um dos maiores impactos na indústria na última década.

O som de Lana nunca foi mainstream, principalmente em um mundo de há quase 10 anos atrás. Suas canções são banhadas de melancolia, instrumentos e vozes suaves. Suas letras são explícitas e tristes, e talvez esse tenha sido o motivo do qual  a grande parte do público, principalmente os mais jovens, tenha se identificado tanto com sua arte. Talvez naquele momento, eles precisassem dela para se entenderem e se expressarem como nunca haviam conseguido.

O clipe de “Summertime Sadness”, música que levou a cantora para o topo do mundo e até hoje é seu maior sucesso comercial, Lana canta “Me beije intensamente antes de ir / Tristeza de verão / Eu só queria que você soubesse / Que, amor, você é o melhor” é marcado pela temática de suicídio.

A frase “Queria estar morta” dada em uma entrevista durante a divulgação seu segundo álbum, “Ultraviolence”, virou meme. Mas na época, Lana realmente afirmava que não queria estar viva. Confira um trecho:

“Tenho estado doente há cerca de dois anos. Essa é uma grande parte da minha vida: eu me sinto muito doente na maior parte do tempo e não consigo entender o porquê”

e completou com:

“É pesado se apresentar para pessoas que realmente se importam com você quando nem mesmo você se importa às vezes. Eu acho que isso é triste. Acho que minha posição é triste”.

De lá para cá, Lana parece ter melhorado muito no que se diz respeito a sua saúde mental. Em 2017, a cantora surpreendeu os fãs e a mídia ao aparecer sorrindo na capa do seu quarto álbum “Lust For Life” , em tradução livre, “Desejo Pela Vida”. Como afirmou em entrevista à revista alemã ‘Neue Westfälische’:

“Sim, pessoalmente, me desenvolvi de uma forma muito boa, considerando meu sentimento geral de felicidade. Continuo melhorando, mas o caos faz parte da minha vida. No entanto, posso sentir claramente a mudança. Tenho mais diversão em minha vida do que anos atrás”

A honestidade e sensibilidade de Lana Del Rey (que também é criticada por glamourizar a depressão e morte precoce), foi essencial para que a temática mental saísse de gêneros menos convencionais, e entrasse de vez na música pop. Porque a partir daquele momento, existia um grande público querendo ouvir sobre isso. 

Depressão Masculina

Ed Sheeran & The Weeknd Step Out For NRJ Music Awards In Cannes

Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil, os homens são o grupo que mais sofrem de depressão e que mais cometem suicídio, chegando a 4 vezes mais do que as mulheres. Estes números, em suas devidas proporções, acabam se aplicando em boa parte do mundo. A depressão em homens ainda é tida como tabus em diversos segmentos da sociedade. Na música, não seria diferente.

Ed Sheeran e The Weeknd, dois grandes nomes masculinos da música pop atual, já sofreram com depressão e, felizmente, não tiveram vergonha de exporem pelo o que estavam passando. Seja em entrevistas ou nas músicas. 

Na entrevista mais pessoal de sua carreira ao Chasing the Present Summit, Sheeran falou abertamente sobre o conturbado período que sofreu durante o ano de 2015:

“Eu ficava acordado e bebia a noite toda. Os ônibus estacionavam embaixo das arenas, eu dormia no ônibus o dia inteiro e depois acordava e saía para fazer o show, bebia e voltava para o ônibus. Não vi a luz do sol por uns quatro meses.”

Na mesma entrevista, o cantor-compositor afirma que aprendeu a cuidar melhor de sua própria saúde, e conseguiu vencer a depressão que veio em sua turnê mundial. Em “Save Myself”, canção de seu best seller álbum “Divide” de 2017 retrata bem tal processo:

“A vida pode levá-lo para baixo assim
Eu apenas anestesio como sentir isso
Eu afogo com uma bebida
e remédios fora da data de validade

E todos os que me amam
Eles só me deixaram na prateleira
Sem despedida

Então, antes de salvar alguém
Tenho de me salvar”


The Weeknd,  que já colaborou tanto com Lana Del Rey tanto com Ed Sheeran, é ainda mais reservado sobre sua vida pessoal, nunca deu declarações públicas sobre assuntos mais íntimos como a sua saúde mental. Todavia, suas músicas falam explicitamente sobre suas próprias experiências, incluindo as mais pesadas. O que realmente mostra que há uma identificação por parte de público. Na sua discografia há versos como: “O que faz um homem adulto querer chorar?/ O que o faz querer tirar sua vida?/Sua felicidade nunca é real” em “I Was Never There”.

Suas parcerias com Lana e Sheeran não ficam longe da atmosfera depressiva. Em “Prisoner”, Abel canta com Del Rey: “Eu sou um prisioneiro do meu vício / Estou viciado em uma vida tão vazia e tão fria”

“Dark Times”, canção com Sheeran, ambos cantam: “Nos meus momentos sombrios eu ainda tenho problemas, eu sei/ Dirigindo rápido mas me movendo devagar/ E eu tenho algo que estou tentando abrir mão/ Que continua me puxando para trás toda vez/ Só minha mãe me amaria nos meus momentos sombrios”

Depressão Pop


Lady Gaga e Katy Perry surgiram praticamente juntas na indústria fonográfica em 2008. Com o passar dos anos, a vida e carreira das cantoras divergiu em diversos aspectos, mas é inegável falar que não houveram coincidências. Ambas com discurso político engajado, máquinas de hits, foram o rosto e a voz de uma geração, e novamente, como millenials que são, a saúde mental não poderia ficar de fora do trabalho de ambas.

A dance music está de volta à música pop. Todas as paradas musicais atuais estão recheadas de produções que exploram o disco dos anos 70, o synthpop dos anos 80 e o house dos anos 90. E “Chromatica”, mais recente álbum de Lady Gaga, é uma celebração de lágrimas em plena pista de dança. Gaga sofre de depressão há anos e já falou abertamente sobre diversas vezes, é uma grande ativista pela conscientização das pessoas acerca desses problemas. Em seu novo álbum, por mais dançante e alegres as músicas soem, há letras que expõe os sentimentos depressivos da cantora. Como em “911”, novo single do disco, que tem como refrão a repetição do verso “Meu maior inimigo sou eu, ligue para o 911”. Além de uma estrofe inteira como:

“Mudando de entorpecentes emocionais
Continuo repetindo frases de ódio próprio

Já ouvi o suficiente dessas vozes
Quase como se eu não tivesse escolha
Isso é estase biológica

Meu humor está indo para lugares maníacos
Gostaria de rir e continuar com boas amizades

Me aguarde vida, aqui vou eu de novo”

Recentemente, Katy Perry lançou seu quinto álbum de estúdio, intitulado de “Smile”. O álbum narra a jornada pessoal de Perry após ser sofrer com a maior crise de depressão da sua vida. (Para entender de maneira mais profunda, leia nossa review aqui.) Mas foi em “Witness“, de 2017, que Katy, cantou abertamente sobre seus sintomas em faixas eletrônicas e dançantes marcadas por sintetizadores graves como “Mind Maze” e “Dance With The Devil”, no qual a cantora deixou um pouco de lado os hits coloridos e alegres por qual ficou conhecida. Confira uma estrofe da primeira canção citada:

“Estou perdendo as direções
Afundando em areia movediça

Despedacei a ilusão por trás das cortinas
Estou desencantada
Dançando em um fio
Malabarizando desejos
Cada golpe fica mais forte quando você luta sem armadura
Estou desanimada”

Ainda falando em millennials, parte dessa geração viveu a popularização da música emo. Músicas que tinham como principal característica a influência do punk e hardcore mas também letras melódicas, expressivas, confessionais e emocionais. Durante esse movimento dos anos 2000, diversas bandas surgiram e conquistaram uma legião de fãs, dentre as mais famosas temos o Paramore.

Surpreendendo à fãs e crítica, o grupo liderado por Hayley Williams, lançou em 2017 o colorido e mais pop álbum da banda, After Laughter. Sendo um dos primeiros artistas do mainstream a trazer a estética e sonoridade synthpop dos anos 80, o quinto álbum de estúdio do grupo – e o último lançado até então – tem como temática a depressão de sua vocalista. De maneira genial, o grupo brinca com contraste entre som, imagem e letra. E o melhor exemplo possível é o primeiro single “Hard Times“. Confira o refrão:

“Tempos difíceis
Vão te fazer questionar por que você ainda tenta

Tempos difíceis
Vão te derrubar e rir quando você chorar
Estas vidas
E eu ainda não sei como sobrevivi até agora
Tempos difíceis
Tempos difíceis
E eu tenho que chegar ao fim do poço”

Ansiedade

Com o mundo cada vez mais acelerado, carregado de informação e sobrecarregado de instantaneidade, a ansiedade é outro transtorno mental que vem chamando atenção, e novamente, entre os mais jovens. Julia Michaels, Selena Gomez e Ariana Grande são 3 nomes da música pop que sofrem, ou já sofreram com esse mal e retrataram em algumas de suas canções.

De maneira mais clara possível, a faixa “Anxiety” de Julia Michaels e Selena Gomez expõe muito bem o problema em torno da ansiedade. A grande maioria de pessoas que sofrem com transtorno de ansiedade, veem suas mentes cheias de informações e questionamentos. E de forma irônica (ou não), a canção de Julia e Selena é a mais simples possível. Praticamente apenas na voz e violão, as moças cantam os seguintes versos:

“Meus amigos querem me levar ao cinema
Eu mando eles irem embora, estou de mãos dadas com minha depressão
E justo quando acho que superei
A ansiedade começa a atacar pra me ensinar uma lição”

Embora Ariana Grande tenha chegado no topo da cadeia musical nos últimos anos, sua vida pessoal sofreu com diversos baques. Em 2017, a intérprete de “thank u, next” viu um show seu ser cenário de um atentado terrorista na cidade de Manchester, Inglaterra. Em 2018, a jovem terminou um noivado com Pete Davidson e viu seu ex-namorado, Mac Miller, morrer de overdose. Além disso tudo, a cantora teve que lidar com a pressão de estar no topo do mundo musical. Ariana Grande desenvolveu também transtorno de ansiedade nos últimos tempos e não só fala, como canta abertamente sobre isso.

“Eu quase me sinto culpada por ter isso [ansiedade] porque está apenas na minha cabeça e é muito louco como é tão poderoso. Você tem altos e baixos e às vezes você passa semanas derrotando isso e não terá ansiedade… E, então, algo acontece que pode desencadear e você tem dias tristes” – Disse Ariana à BBC Music

Seu hit, “breathin” do álbum “Sweetener” tem como tema principal a ansiedade. Confira alguns versos:

“Alguns dias, as coisas apenas tomam muito da minha energia
Eu olho para cima e toda a sala está girando
Você leva embora minhas preocupações
Eu posso ser tão complicada, as pessoas me dizem para me medicar
Sinto meu sangue correndo, juro que o céu está caindo

Como eu sei se essa merda é inventada?
O tempo passa, e eu não consigo controlar minha mente
Não sei mais o que tentar, mas você me diz todas as vezes”


A Geração Z e a saúde mental

Como citado no início da matéria, os primeiros ícones da Geração Z já começaram a aparecer na música. Billie Eilish de 18 anos, Shawn Mendes e Khalid de 22 são três desses artistas que não só já alcançaram o topo das paradas e aclamação crítica, como também cantam sobre os problemas enfrentados por sua geração. E que provavelmente, são ainda mais intensos que os millennials.

Billie Eilish, é hoje um símbolo para os atuais adolescentes. Existe uma grande parcela dos jovens que se veem representados por Billie, seja no seu estilo, na sua roupa e/ou em seus pensamentos. A vencedora mais jovem do Grammy de “Álbum do Ano”, já sofreu com uma profunda depressão nos últimos anos e falou abertamente sobre em entrevista à revista Vogue.

“Isso [Depressão]  levou-me para um buraco. Passei por uma fase de auto-mutilação — não precisamos de entrar por aí. Mas a essência disso era que eu sentia que merecia dor”.

“Há dois anos, senti que nada importava. Tudo era inútil. Não só na minha vida, mas no mundo inteiro. Estava totalmente deprimida clinicamente. É uma loucura olhar para trás e não estar mais assim”

Sua música, “Lovely“, em parceria com Khalid, retrata essa experiência depressiva de Billie.

“Oh, espero que algum dia eu consiga sair daqui
Mesmo que demore a noite toda ou cem anos
Preciso de um lugar para me esconder, mas não consigo encontrar nenhum por perto
Quero me sentir vivo, lá fora não consigo enfrentar meu medo”

Shawn Mendes vêm sofrendo com ansiedade há alguns anos. Aos 19, o astro já comentava sobre seus problemas com ansiedade e terapias que vinha fazendo. Em 2018, Shawn Mendes lançou “In My Blood”, faixa na qual o canadense retrata a sua luta contra o seu transtorno.

“Ajude-me, é como se as paredes estivessem desmoronando / às vezes eu sinto vontade de desistir / nenhum remédio é forte o suficiente, alguém me ajuda.”

A partir desta década veremos novos nomes surgirem. Os talentos nascidos no final dos anos 90 e início dos anos 2000 podem não só intensificar a temática e conscientização da saúde mental na música, como também reformular todo o pensamento da sociedade à respeito desses transtornos. 

No Brasil

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o país com a maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade no mundo inteiro e o quinto em casos de depressão. Conforme o levantamento da OMS, 9,3% dos brasileiros têm algum transtorno de ansiedade e a depressão afeta 5,8% da população. E mesmo assim, a saúde mental ainda não é retratada com tanta frequência no cenário pop mainstream nacional; exceto por alguns exemplos. 

Em 2019, Clarice Falcão lançou seu terceiro álbum de estúdio “Tem Conserto”. Embalado por produções eletrônicas altamente influenciadas pelo house e techno dos anos 80 e 90, as batidas e arranjos dançantes, assim como Chromatica, não impedem que a mensagem depressiva do álbum seja repassada. “Minha Cabeça”, primeira faixa do álbum e o single principal do disco, expõe muito bem a temática do projeto, como mostra os seguintes versos: “Minha cabeça não é/Flor que se cheire/Não é minha parceira/Não faz nada que eu peço/Minha cabeça repete/As mesmas coisas/Repete as mesmas coisas/Até não ter mais coisa”

Clarice Falcão sofre com depressão desde os seus 16 anos e mesmo que o transtorno já estivesse presente de maneira sutil em seus outros registros carregados de humor, foi durante a divulgação de “Tem Conserto” em que a artista falou mais abertamente sobre, justamente por entender a necessidade e urgência que o tema pede. 

“Eu achei que o mais honesto e mais legal seria deixar muito claro que é sobre isso sim. Foi uma decisão consciente esse momento de, depois do disco pronto, decidi falar abertamente.” – Em entrevista à Reverb

“Quando vejo como a música me ajudou nos meus momentos de crise tenho vontade de falar desse assunto. Eu tive a sorte de nascer em uma família que entende perfeitamente essa situação. Mas tem muita gente que não sabe o que tem, que a família não consegue entender e acha que é drama. Isso dá uma sensação muito grande de solidão.” – Em entrevista à Tpm

“É importante admitir que você fica triste. É importante admitir que você têm problemas.” disse Jão em entrevista ao canal Papo de Música. O jovem cantor que é uma das grandes revelações da música nacional dos últimos anos, tem em seu repertório músicas tristes e sombrias, indo na contramão de quase todo pop nacional contemporâneo. Embora nunca tenha falado de maneira explícita sobre depressão, há faixas que evidenciam isso como “Monstros”, presente em seu álbum de estreia.

“Sinto um nó na minha garganta
A voz treme ao sair
Debaixo da cama, os monstros
Me impedem de dormir”

Confira à seguir a nossa playlist no Spotify com todas as músicas citadas aqui:

Depressão, ansiedade e outros transtornos psicológicos são assuntos sérios e que merecem cada vez mais atenção e notoriedade. Saber que há novos ídolos cada vez mais conscientes e engajados na problemática é, sem dúvidas, um afago há diversas pessoas ao redor do mundo, principalmente os mais jovens, que podem se sentir acolhidos e compreendidos em uma realidade que os desprezam. Talvez esse seja o maior papel que a arte, neste caso, a música tenha na nossa sociedade. O poder de ajudar a salvar vidas através da conexão. 

Caso você esteja enfrentando alguns desses problemas, não hesite em pedir ajuda. Busque um profissional e seja forte. O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email e chat 24 horas todos os dias.

Acesse o site para mais informações: https://www.cvv.org.br/ 

Categorias
Anime Cultura Japonesa

Crunchyroll exibirá Yashahime: Princess Half-Demon

A Crunchyroll anunciou que exibirá Yashahime: Princess Half-Demon, anime que se passa no mesmo mundo do clássico Inuyasha. O anime estreará no dia 03 de outubro às 7h, no horário de Brasília.

“Yashahime: Princess Half-Demon conta a história das filhas de Sesshomaru e Inuyasha em uma jornada através do tempo. No Japão feudal, um incêndio florestal separa as gêmeas meio-youkai Towa e Setsuna. Em busca de sua irmã, Towa acaba entrando num misterioso túnel que a leva para o Japão moderno, onde ela é criada por Sota, irmão de Kagome Higurashi. Dez anos depois, o túnel que conecta as duas eras se reabre, permitindo que Towa reencontre sua irmã, que tornou-se uma caçadora de youkai a serviço de Kohaku. Para espanto de Towa, Setsuna parece ter se esquecido completamente ela. Junto de Moroha, filha de Inuyasha e Kagome, as três jovens viajam pelas eras numa aventura para reaver seu passado perdido.”

O anime tem produção do estúdio Sunrise e tem na equipe: Teruo Sato, na direção, Katsuyuki Sumisawa, na composição de série, Yoshihito Hishinuma, no design de personagens e Kaoru Wada, na trilha sonora.

Categorias
Cinema

Marvel Studios adia Viúva Negra, Shang-Chi e Os Eternos novamente, confira as novas datas

É oficial, a Marvel Studios adiou novamente Viúva Negra, Shang-Chi e Os Eternos. A informação foi dada por meio da imprensa americana (Variety).

Agora, a produção de Natasha Romanoff chega em 07/05/2021, Mestre do Kung Fu estreia em 09/07/2021, e Os Eternos, será lançado em   05/09/2021.

Os filmes de Homem-Aranha 3 em diante, não devem sofrer alterações em seus lançamentos.

O universo cinematográfico da Marvel iniciou-se em 2008 através do filme Homem de Ferro, protagonizado por Robert Downey Jr. com direção de Jon Favreau. Atualmente, o MCU é composto por 23 filmes, 6 curtas metragens e 11 seriados.

Para futuras informações a respeito da Marvel Studios, fique ligado aqui, na Torre de Vigilância.