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Você não precisa exigir demais dos filmes de super-heróis

O princípio de ir ao cinema é querer a diversão, e os filmes de super-heróis na maioria dos casos proporcionam muita diversão, ou propõem algum tipo de reflexão ou inspiração. Entretanto, alguns consumidores exigem um padrão de qualidade absurdo desse tipo de filme. E será que deveria ser assim? Todos os filmes de super-heróis precisam ser obras-primas, ou algumas pessoas só estão ficando mais chatas conforme o tempo passa?

Existe uma frase máxima que diz: “Quando você vai consumir um produto com má vontade, você não irá gostar daquilo, mesmo que diga estar se esforçando.” Esta frase se encaixa em diversos contextos, desde o leitor de gibis até o consumidor de cinema, passando pelo fã de séries ou de música. É claro que todos devemos exigir um padrão de qualidade satisfatório para aquilo que gostamos, mas para algumas pessoas este padrão alcançou níveis inalcançáveis.

É comum, ao serem apresentadas para obras de uma qualidade acima da média, algumas pessoas passarem a desgostar de tudo que seja minimamente inferior (em quesitos técnicos ou não) àquela outra obra. E nisso, surgem pérolas como “este filme não é um Cavaleiro das Trevas, então não é tão bom“, girando uma roda de amargura infinita que aos poucos contamina a todos. Filmes de super-heróis não precisam ser obras-primas em 100% dos casos.

Digo isso baseando-me primeiramente no material de referência para tais filmes. Os quadrinhos, apesar de exceções que são verdadeiras perfeições, normalmente apresentam histórias consumidas como passatempo, feitas para entreter jovens e adultos que desejam sair um pouco da realidade e acompanhar aqueles personagens fictícios. E quase todos os filmes de super-heróis também são assim: você consome como um passatempo. Vai ao cinema, se diverte e fica tudo bem. Suspensão de descrença, como todos devem saber, refere-se à vontade de um leitor ou espectador de aceitar como verdadeiras as premissas de um trabalho de ficção, mesmo que elas sejam fantásticas, impossíveis ou contraditórias. E o mundo fictício dos super-heróis é todo baseado nisso.

Se você começa a exigir demais de certos entretenimentos, a qualidade não irá melhorar milagrosamente. Primeiramente, porque você é um ninguém, já que está dando seu dinheiro para um produto que já sabe que não irá gostar. O que vai acontecer é você se tornar um verdadeiro chato, onde nada lhe entretém. E você passará sua vida remoendo as “insuperáveis obras clássicas da humanidade”, reclamando de efeitos especiais (em filmes onde personagens precisam voar e soltar raios), dos vilões (vindos de uma mídia onde eles fazem diálogos expositivos com seus planos) ou de seríssimas incongruências como a existência de um índio americano num filme de Primeira Guerra Mundial… onde existem amazonas e deuses do Olimpo. Que absurdo! Quero meu dinheiro de volta!

Se você chegou ao triste ponto de procurar pelo em ovo para manter sua postura de reclamão, acredite quando digo que você é um dos piores tipos de consumidor. Entra em incríveis debates com outras pessoas que, ilogicamente, gostaram daquilo que você odeia. Tenta criar argumentos e questões para convencer os outros de que aquilo que eles gostam é um lixo tóxico. E nada muda, é só você lamentavelmente tentando criar mais ódio baseado na sua “experiência” e não aceitando a opinião do fã que se entreteve. E isso também vale para o sentido oposto, apesar de ser uma atitude menos comum.

É claro que gosto é algo que não se discute. Você pode não gostar, eu posso gostar, e a vida segue. O problema é quando o gosto torna-se um problema, já que ninguém sabe conviver com pessoas que discordam da sua opinião super embasada. Mas não estamos falando de gosto pessoal aqui, e sim de uma postura que visa sempre não gostar das coisas.

Aparentemente todas as pessoas também estão virando críticos profissionais de cinema. Mas a verdade é que quase ninguém é. É difícil simplesmente gostar ou não de algo sem tentar justificar expondo falhas técnicas ou estruturais das quais você nem sabe do que está falando. Principalmente se a pessoa, supostamente, tiver alguma influência nas mídias sociais, como um site ou canal de YouTube. E argumentos como “o filme te trata como burro” são risíveis por um lado, e extremamente tristes por outro, deixando pré-definido que o inteligentão é muito superior ao pobre burrinho que adorou ir ao cinema. E as vezes, a pessoa que não entendeu é o tal inteligente, que deixou passar um simples diálogo que explica uma situação.

É importante lembrar: você pode ir ao cinema de forma descompromissada. Assim como você pode ler um quadrinho, assistir uma série ou ouvir uma música só pelo entretenimento da coisa. Ninguém precisa ser um crítico expert em todos os assuntos, nem precisa justificar nada de forma super embasada. Divirta-se, acima de tudo. E se você vai consumir algo com má vontade ou exigindo um padrão de qualidade elevado, faça um favor para si mesmo e nem perca seu tempo. É uma dica muito útil que estou dando, já que você poderá economizar dinheiro e também utilizar as horas perdidas fazendo algo mais inteligente e proveitoso. Quem sabe?

Garanto que uma pessoa que gostou de algo não quer saber sua opinião que tenta fazê-la desgostar daquilo. E nem está interessada em ouvir supostas falhas. Ela está satisfeita. Dificilmente você mudará isso, Sr. Entendido.

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De Volta ao Lar | Tom Holland visita hospital infantil em Los Angeles

Tom Holland, o atual intérprete do Homem-Aranha, tem o costume de visitar hospitais infantis trajado com o uniforme herói, e desta vez, o ator foi levar alegria para as crianças e adolescentes no Hospital Infantil de Los Angeles.

Confira abaixo ao vídeo abaixo:

Um jovem Peter Parker/Homem-Aranha (Tom Holland), que fez uma estreia sensacional em ‘Capitão América: Guerra Civil’, inicia sua jornada através de sua nova identidade como herói lançador de teia em ‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar’. Emocionado com a experiência que obteve com os Vingadores, Peter retorna para casa, onde ele vive com a sua tia May (Marisa Tomei),  sob o intenso olhar de seu tutor, Tony Stark (Robert Downey Jr.). Peter tenta voltar a rotina normal, mas quando o Abutre (Michael Keaton) surge como novo vilão, tudo que Peter considera como importante será ameaçado.

Homem-Aranha: De Volta ao Lar estreia dia 6 de Julho em todos os cinemas Brasileiros.

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Mulher-Maravilha | Bruce Wayne reage à nota no Rotten Tomatoes

Em vídeo de reação, Bruce Wayne (Ben Affleck) acompanha no seu computador da Batcaverna a divulgação das notas de Mulher-Maravilha pelo Rotten Tomatoes.

Mulher-Maravilha tem no seu elenco: Gal Gadot como Diana Prince/Mulher-Maravilha, Chris Pine como Steve Trevor, Robin Wright como General Antiope, David Thewlis como Sir Patrick, Connie Nielsen como Rainha Hippolyta, Elena Anaya como Maru/Doutora Poison, Lucy Davis como Etta Candy, Doutzen Kroes como Venelia, Ewen Bremner como Charlie, Danny Huston como General Erich Ludendorff, Eleanor Matsuura como Epione, Mayling Ng como Orana, Eugene Brave Rock como Chefe, Samantha Jo como Euboea, Saïd Taghmaoui como Sameer, Florence Kasumba como Senador Acantha, Emily Carey como Jovem Diana, Lisa Loven Kongsli como Menalippe, Brooke Ence como Penthiselea, Ann Ogbomo como Phillipus, Ann Wolfe como Artemis, Madeleine Vall como Egeria, Jacqui-Lee Pryce como NiobeLilly Aspell como Pequena Diana.

A direção é de Patty Jenkins com roteiro de Allan Heinberg, Zack Snyder, Allan Heinberg, Jason Fuchs e William Moulton Marston. O filme chega aos cinemas brasileiros no dia 1 de junho. A venda de ingressos já começou.

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La La Land, Alien, Rogue One serão exibidos ao ar livre no Rio de Janeiro

O Rio de Janeiro vai receber o maior evento de cinema ao ar livre do mundo durante o mês de junho. Ao longo de três semanas o Shell Open Air vai acontecer na Marina da Glória sempre de quarta a domingo.

Em uma área de 325 m² serão exibidos os mais variados tipos de filmes como: La La Land – Cantando Estações, Rogue One – Uma História Star Wars, Velozes e Furiosos 8, A Bela e a Fera, O Iluminado, Minha Mãe é Uma Peça 2 e Elis. Além de alguns curtas-metragens.

Também vão rolar shows de artistas como Emicida, The Silvas, Paulo Miklos e Mahmundi. A criançada vai poder se divertir com as recreações infantis que aconteceram no evento também.

Confira a agenda do Shell Open Air:

1ª semana
7 de junho (quarta)
Abertura dos portões – 19h
Show instrumental Dudu Oliveira Trio – 19h às 19h45
Início da sessão de Velozes e Furiosos 8 (LEG – 14 anos) – 21h
Show The Silvas convida Paulo Miklos – 23h

8 de junho (quinta)
Abertura dos portões – 19h
Atividades Conselho Jedi – 19h às 19h45
Início da sessão de Rogue One – Uma História Star Wars (LEG – 14 anos) – 20h
VJ Ratón e show instrumental The Screeners – 22h

9 de junho (sexta)
Abertura dos portões – 19h
Show instrumental 3 na Bossa – 19h às 19h45
Curta: Kidchup
Início da sessão de La La Land – Cantando Estações (LEG – Livre) – 21h
Show Emicida convida Mahmundi, Drik Barbosa e Larissa Luz – 00h30

10 de junho (sábado)
1ª sessão
Abertura dos portões – 19h
Show instrumental Sexteto Sobrenatural – 19h15 às 19h45
Início da sessão de Fragmentado (LEG – 14 anos) – 20h
Troca de público
2ª sessão
Reabertura dos portões – 23h
Show Instrumental Sexteto Sobrenatural – 23h às 23h45
Início da sessão de O Iluminado (LEG – 18 anos) – 23h59

11 de junho (domingo)
Abertura dos portões – 16h
Recreação infantil com Grupo Gato Mia – 16h às 17h45
Início da sessão de A Bela e a Fera (DUB – 10 anos) – 18h

2ª semana
14 de junho (quarta)
Abertura dos portões – 19h
Início da sessão de Minha Mãe é Uma Peça 2 (10 anos) – 21h

15 de junho (quinta)
Abertura dos portões – 19h
Início da sessão dupla de Rush – No Limite da Emoção e Dias de Trovão (LEG/LEG Eletrônica – 16 anos) – 20h

16 de junho (sexta)
Abertura dos portões – 19h
Curta: Até a China
Início da sessão de Moulin Rouge – Amor em Vermelho (LEG Eletrônica – 12 anos) – 21h
Show instrumental Funqquestra – 23h

17 de junho (sábado)
1ª sessão
Abertura dos portões – 19h
Show instrumental Dudu Oliveira Trio – 19h15 às 19h45
Início da sessão de Animais Fantásticos e Onde Habitam (LEG – 12 anos) – 20h
Troca de público
2ª sessão
Reabertura dos portões – 23h
Show instrumental Dudu Oliveira Trio – 23h às 23h45
Início da sessão de Apocalypse Now Redux (LEG Eletrônica – 16 anos) – 23h59

18 de junho (domingo)
Abertura dos portões – 16h
Recreação infantil com Grupo Gato Mia – 16h às 17h45
Início da sessão de Moana – Um Mar de Aventuras (DUB – Livre) – 18h

3ª semana
21 de junho (quarta)
Abertura dos portões – 19h
Início da sessão de Elis (16 anos) – 21h

22 de junho (quinta)
Abertura dos portões – 19h
Início da sessão dupla de 007 – Operação Skyfall e 007 – Contra Spectre (LEG – 16 anos) – 20h

23 de junho (sexta)
Abertura dos portões – 19h
Show instrumental Sexteto Sobrenatural – 19h25 às 20h45
Início da sessão de Footloose – Ritmo Louco (LEG Eletrônica – 12 anos) – 21h
Show Dream Team do Passinho Canta e Dança The Jackson 5 – 23h

24 de junho (sábado)
1ª sessão
Abertura dos portões – 19h
Show Instrumental 3 na Bossa – 19h15 às 19h45
Início da de Deadpool (LEG – 16 anos) – 20h
Troca de público
2ª sessão
Reabertura dos portões – 23h
Show instrumental 3 na Bossa – 23h às 23h45
Início da sessão de Alien, o Oitavo Passageiro (LEG – 14 anos) – 23h59

25 de junho (domingo)
Abertura dos portões – 16h
Recreação infantil com Grupo Gato Mia – 16h às 17h45
Início da sessão de Sing – Quem Canta Seus Males Espanta (DUB – Livre) – 18h

O Shell Open Air acontece na Marina da Glória que fica na Avenida Infante Dom Henrique S/N, no Aterro do Flamengo no Rio de Janeiro, entre os dias 7 e 25 de junho e os ingressos custam R$ 50,00 (tendo a opção da meia entrada). Mais informações no site do evento.

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Entretenimento

Superman aparece em novos produtos da Liga da Justiça

Vazaram no Twitter algumas imagens dos produtos com artes do filme da Liga da Justiça, entre eles baldes de pipocas, copos, garrafas térmicas e algumas actions figures. E em todos eles o Superman está presente.

A presença do Homem de Aço ainda é uma incógnita, pois em nenhum trailer ele apareceu, mas a sua ressurreição é esperada no longa. Se esses produtos forem realmente os oficiais, podemos falar que é certa a sua aparição. Ou pode ser que o personagem foi colocado simplesmente por questões de marketing.

 

Dirigido por Zack Snyder, que recentemente se afastou do projeto, a Liga da Justiça é estrelada por Ben Affleck, Henry Cavill, Gal Gadot, Jason Momoa, Ezra Miller e Ray Fisher e trem estreia prevista para 17 de novembro de 2017.

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Cinema Colecionáveis Entretenimento

De Volta ao Lar | Drone do herói chega na vida real!

Apresentado no segundo trailer de Homem-Aranha: De Volta ao Lar, a empresa Skyrocket Toys revelou que irá fabricar o drone aranha, aquele mesmo, visto no trailer do filme.

Confira a imagem abaixo:

O drone terá duas versões: uma exclusiva do Walmart que chega em 4 de Julho por US$90 e outra que será lançada apenas para a rede varejista Toys R Us, por US$150, e virá com componentes de gravação.

Confira ao último trailer dublado logo abaixo:

Um jovem Peter Parker/Homem-Aranha (Tom Holland), que fez uma estreia sensacional em ‘Capitão América: Guerra Civil’, inicia sua jornada através de sua nova identidade como herói lançador de teia em ‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar’. Emocionado com a experiência que obteve com os Vingadores, Peter retorna para casa, onde ele vive com a sua tia May (Marisa Tomei),  sob o intenso olhar de seu tutor, Tony Stark (Robert Downey Jr.). Peter tenta voltar a rotina normal, mas quando o Abutre (Michael Keaton) surge como novo vilão, tudo que Peter considera como importante será ameaçado.

Homem-Aranha: De Volta ao Lar estreia dia 6 de Julho em todos os cinemas Brasileiros.

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Game of Thrones | Sétima Temporada ganha trailer narrado por Faustão

A renomada e conhecida mundialmente série da HBO, Game of Thrones, teve um divertido trailer divulgado de sua sétima temporada, narrado pelo apresentador Fausto Silva, o Faustão.

Vídeo:

Game of Thrones retorna com novos episódios no próximo dia 16 de julho na HBO Brasil.

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Detective Comics Entretenimento

Você não precisa ser babaca para ser fã de quadrinhos

Quadrinhos, gibis, HQs, comics, revistinhas, banda desenhada. Todos termos que representam uma única coisa, que une as pessoas que compartilham uma mesma paixão ao redor do mundo. O amor pelas histórias em quadrinhos nasce de diversas fontes: adaptações cinematográficas, uma revista aleatória na banca, um encadernado na livraria, uma paixão de infância, curiosidade… E no meio nerd moderno, conforme o tempo passa, algumas pessoas tendem a desmerecer os costumes ou preferências de seus semelhantes, sempre ressaltando seu ponto de vista como o ideal, fazendo chacota do colega ao lado.

Apesar de não parecer, a geração de leitores de gibis está se renovando. O cinema tem sido o responsável por trazer novos ares a este mundo até então dominado por pessoas mais velhas, as mesmas que liam gibis trinta anos atrás, especialmente de super-heróis. Através da modernização não somente do público, o formato das histórias em quadrinhos tem se alterado bastante, passando do formatinho para o original, da revista para o encadernado, do capa cartão para o capa dura, da banca para a livraria, e mais recentemente para a mídia digital. E inevitavelmente surgem novos consumidores a cada mudança, que facilitam a introdução a este universo.

Pra começo de conversa, é importante ressaltar uma coisa: preferência é preferência. Você pode escolher degustar um gibi dos anos 70, em seu primeiro formato publicado, ao invés de comprar um encadernado de luxo que compila exatamente o mesmo material. Se você se sente melhor assim, vai fundo. Mas isso não lhe dá o direito de menosprezar quem opta por outras opções e formatos.

É comum, em grupos e sites espalhados pela internet, presenciarmos os famosos esteriótipos do mundo nerd. “Colecionadores de lombadas“, “bazingueiros” ou “civis” são termos que se difundiram na nossa cultura, e todos possuem o mesmo intuito: tratar o consumidor diferente de você como algo a ser ridicularizado, um “nerd inferior” da espécie nerdis inferioris, comparado ao outro que possui anos de experiência. E estas barreiras, que visam inicialmente o humor, fecham o mercado numa bolha. Uma bolha dentro de um nicho, quão ridículo isso possa soar.

Não há problema algum em colecionar e consumir somente encadernados, sejam eles com capa dura ou capa cartão. Nem há qualquer problema em fazer somente as coleções que formam um desenho na lombada, ornamentando a prateleira. O dinheiro é seu, e você faz o que bem entender com ele, sem que ninguém tenha o direito de julgar ou lhe menosprezar por isso. E a limitação mental de certas pessoas não parece demonstrar que, comprando para ler ou não, a pessoa está ajudando o mercado a continuar vivo, investindo seu rico dinheirinho naqueles gibis. Só isso já é algo a ser comemorado.

Termos como “bazingueiro” caem no antigo problema da aceitação no mundo nerd, que engloba também as garotas que tentam fazer parte deste nicho que possui pessoas tão lamentáveis. Se você é um iniciante, que está aprendendo ou só conhece filmes e determinadas histórias, automaticamente é tratado como um lixo por boa parte dos “nerds iniciados” (seja lá o que isso signifique, numa escala de nada a nada), que aparentemente são tão intelectuais que não conseguem conviver com outros perfis de leitores. Nem com as famosas mudanças de status quo, como já foi discutido aqui.

Todo mundo começou, em qualquer coisa, sem saber absolutamente nada sobre aquilo. Porém, anos atrás, não existia a internet para facilitar a vida dos iniciantes nem possibilitar que os iniciados destilassem seu ódio gratuito e elitista em direção aos mais novos. Não existe paciência em explicar qualquer coisa, há somente a raiva descrita em “começou agora e já tá falando merda“, ou o famoso “vai aprender sozinho, na minha época não tinha nada disso“. Uma mídia, uma forma de expressão que sempre pregou a união e aceitação entre as pessoas, hoje é dominada por um público que faz o exato oposto do que os valores pregados por seus heróis os ensinavam e continuam a ensinar. Ou tentam ensinar.

O fã do Homem-Aranha, que se identificava com Peter Parker sofrendo bullying na escola por ser nerd, hoje despreza e ofende o leitor iniciante que compra os encadernados por qualquer que seja a razão, desde a praticidade até o embelezamento da coleção. Peter Parker tornou-se Flash Thompson. E aparentemente, só ele não vê isso. E se vê, acha que está certo nas suas atitudes. “Onde já se viu ler somente gibis com capa dura, quando há tanto material bom sendo publicado em outros formatos?” Mas a coisa mais simples não passa pela cabeça de ninguém: cada um faz o que bem entender com a sua vida, e se eu quiser posso escolher comprar somente encadernados capa dura da Angélica ou da Revista do Gugu. Se é o que me interessa, posso não estar nem aí (pelo menos no momento) para o gibi cultuado que acabou de ser republicado. É meu direito comprar o que eu quiser. E não sou inferior a ninguém por isso. Somos todos leitores da mesma arte. E você deve ter muito tempo livre para se importar com o que eu leio ou não.

Os limites do bom senso são extrapolados há algum tempo. A famosa frase “sua liberdade termina quando começa a do próximo” não parece se aplicar no meio nerd, onde cada uma das pessoas faz questão de tecer seus comentários, positivos ou – especialmente – negativos, sobre o que bem entender, sem a vergonha de estar tentando parecer mais foda que o outro. Parabéns, você sabe tudo sobre o Batman. Grande conquista.

Estamos estagnados num perfil deplorável de leitores e consumidores de quadrinhos, agravado também por boa parte da “mídia especializada“, composta por sites, vlogs e podcasts. Convivendo diariamente na toxicidade da intolerância, inalamos gases que não nos dão super poderes, mas nos tornam retratos claros de vilões, ao encarar com naturalidade os comentários depreciativos do nerd superior, que deve achar incrível parecer o intelectual sobre um personagem fictício a ponto de menosprezar e ofender quem escolheu o diferente. Ou até agir como um juiz da leitura alheia. Mas tudo bem, afinal, ele faz parte do público que leu gibis durante toda a vida, não é mesmo?

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SESI-SP Editora promove evento de lançamento de Jardim Atlântico

O recém-anunciado Jardim Atlântico, do artista Flávio Capi, é o próximo lançamento da SESI-SP Editora. Jardim Atlântico é um “cine-livro” situado no futuro, e o lançamento da obra será em São Paulo no dia 30/05.

O evento de lançamento será realizado nesta terça-feira, 30/05, às 19h, no Bar Pé de Manga na Rua Arapiraca, 152 Vila Madalena, São Paulo.

Sinopse: Ano de 2082. Meu nome é Jardim Atlântico. Sou um pequeno espaço de preservação ecocultural em uma área litorânea ultra-urbana e vivo constrangido entre grandes construções. Em meu ambiente crianças se perdem voluntariamente em busca de aventura, outras passam a tarde com brinquedos antigos, jovens mergulham atrás do peixe magnético e famílias desconhecidas transformam suas diferenças em amizade. Ao final de cada dia os portões se fecham e um funcionário me observa com saudade. Saudade de um mundo que já foi, quando seus antepassados viviam da pesca e do artesanato. Estas histórias, contadas no formato cine-livro, possuem várias camadas de entendimento. A harmonia das cores retrata uma supernatureza e a ação está implícita no silêncio da ausência de palavras.

Flávio Capi se surpreendeu na infância quando marcando centenas de pontinhos numa folha de papel criou algo que parecia com uma superfície. De lá pra cá essa paisagem virtual vem se desenvolvendo em paralelo com sua realidade de professor, pai e profissional do desenho.

Ilustrou os livros “Cadeira de Balanço”, de Vanessa Campos Rocha (Editora Hedra, prêmio PNBE 2009), “A Botija”, de Clotilde Tavarez (Editora 34, prêmio PNBE 2010) e “O Menino que Perdia as Palavras”, de Laércio Furquim, (Editora Bamboozinho, selecionado pelo Governo de Minas Gerais em programa de distribuição gratuita). É autor da narrativa visual “Melhor Amigo” em parceria com Gabi Mariano (Editora 34) e agora desse “cine-livro” Jardim Atlântico que tem o prazer de publicar com o apoio de SESI-SP Editora.

Confira essa experiência literária.

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Guardiões da Galáxia Mission Breakout | Nova atração da Disneylândia

A Disney está trazendo uma grande novidade da Marvel Studios para o seu parque da Disneylândia. Sediado na antiga Torre do Torre, Guardiões da Galáxia Mission Breakout chega para abrir o Verão de Heróis na Califórnia.

Várias programações foram criadas até o mês de setembro. Você poderá encontrar-se com o Senhor das Estrelas e a Gamora para um concurso de dança; com o Groot, a Viúva Negra, o Capitão América e o Homem-Aranha para sessão de fotos; com o Gavião Arqueiro e a Viúva Negra para um treinamento da Iniciativa dos Vingadores para saber se é capaz de entrar para o famoso grupo de heróis. Além disso, espalhados pelo Hollywood Land, estão vários produtos personalizados como camisas, bonecos, quadrinhos, e exclusivas versões em pelúcia de Cosmo – O Cachorro e Howard – O Pato.

Mas o grande destaque do Guardiões da Galáxia Mission Breakout é a Fortaleza do Colecionador, que possui uma estátua em sua homenagem na entrada. É um impressionante local, incrivelmente detalhado e carregados de Easter Eggs. Quando você atravessa o portão de entrada, verá vários objetos e artefatos do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU), alguns familiares e outros nunca vistos, aludindo à futuras presenças do Bill Raio Beta e Namor nos próximos filmes.

Depois de passar por um bem realista Cosmo – O Cachorro, um casulo de origem desconhecida, um martelo de guerra asgardiano, artefatos dos elfos negros, você chegará no escritório do Colecionador, Taneleer Tivan, onde aprenderá que Rocket precisa da sua ajuda para escapar da Fortaleza do Colecionador com o restante dos Guardiões, para que eles possam continuar protegendo a galáxia. Segundo informações do Collider, o elevador da antiga Torre do Terror continua praticamente o mesmo, levando os participantes para baixo e para cima.

Ele foi reconfigurado para ser mais ativo, havendo mais quedas e subidas repentinas, além de inícios e paradas. O elevador ganhou um novo visual e efeitos sonoros, além de músicas inspiradas nas trilhas sonoras dos filmes de Guardiões da Galáxia. A experiência foi dividida em seis aventuras diferentes, e o público não sabe qual pegará. “Ter um parque na Disney inspirado em meus filmes, é um sonho realizado, e abre portas para a Marvel na Disneylândia para futuros novos projetos temáticos”, disse o diretor James Gunn na cerimônia de abertura.