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Castlevania é a melhor definição de adaptação para Games

Escrito por Vitor Andrião

A terceira temporada de Castlevania foi lançado pela Netflix no dia 5 de março, eu não sei vocês, mas eu estava bem ansioso para o terceiro ano. Principalmente depois que vimos o segundo e dava aquela sensação de que ainda faltava alguma coisa.

Bem meus caros leitores, a nova temporada da animação vem com o propósito de nos falar que sim, podemos continuar sem o Drácula e ele ainda deixa rastros na história. Uma das formas de tampar o vazio do Drácula, foi trazendo uma gama de personagens à animação. Funcionou? Perfeitamente. O problema é, tivemos essa fração do seriado que houve um certo alarde por parte do público, não tirou o seu brilho que foi construído ao longo das temporadas anteriores. Muito pelo contrário, ela explica mais ainda sobre os personagens. Enfim, vamos á crítica!

Depois de um mês de timeskip da morte do vampiro genocida são contadas as novas tramas nesse novo ano da série.

A jornada nos leva a Trevor e Sypha até Lindenfeld, cidade que passou a temer os monges liderados pelo misterioso Prior Sala após fazer contato com uma criatura da noite. Alucard permaneceu no Castelo de Drácula, lidando com a culpa de ter matado o pai. Sua solidão acaba após o surgimento de Taka e Sumi, caçadores de vampiros que buscam ensinamentos sobre caçar monstros.

Os vilões também são afetados pela queda de Drácula. Isaac, seu companheiro mais fiel, busca uma forma de retornar a Valáquia enquanto busca reunir um grande exército para concluir o plano de seu mentor e vinga-lo. Por fim, a vampira Carmila volta para Estíria decidida a usar o Mestre da Forja Hector para construir um novo exército e instaurar um novo império vampírico. Ela também convoca as suas irmãs para executar esse plano.

Umas das coisas que o Warren Ellis sabe trabalhar nessa animação é o seu texto de alto nível, claro Ellis tem que ser didático para que todas as pessoas possam entender. Mas ainda sim ele faz um debate muito filosófico que remete tanto ao lado humano dos personagens e também dos vampiros. Por se passar no século XV, a produção tem um lado religioso pelo período histórico apresentado e isso se mostra desde o começo da série, mas aqui é trabalhado de uma outra forma. Na primeira temporada mostra a ”alienação”,enquanto aqui eles mostram a dúvida e a indagação dos personagens em relação a Deus.

Warren quis trabalhar em um ritmo mais lento, construindo todos os arcos de pouco a pouco, deixando cada um respirar e isso é bom, porque vários personagens foram acrescentados e todos tiverem um pouco do seu espaço, sem dúvidas isso foi algo bom, pois tudo ficou no seu devido tempo e não atropelou a história. Além de que ele consegue nos prender a ponto de queremos saber mais.

A série é inspirada no jogo Castlevania III: Dracula’s Curse, e ela mantém os elementos do game e amplia o universo da história para dar maior sustentação à produção.

A animação da série não é ruim, mas como ela apresenta muitas cenas de combate, ela vai perdendo qualidade, mas pelo nível de movimentos que os personagens tem e é claro que isso iria acontecer, afinal é desenho 2D.

A produção mostra mais capricho em seus episódios principais e alguns ela deixa de lado, o que acaba sendo um desleixo. As cenas de diálogo em si, não apresentam esse problema, é mais na questão de ação, ressaltando. Com pouco brilho, alguns embates falham em causar no telespectador o impacto esperado, comprometendo parte da experiência de uma produção que constantemente convida o espectador a se colocar no lugar de seus personagens.

A dublagem aqui sempre é bem caracterizada, e de fato, é uma atuação que dá vida aos personagens, o elenco todo sabe trabalhar com cada persona. James Callis teve sucesso em explorar um lado mais vulnerável e solitário de Alucard, enquanto Adetokumboh M’Cormack se desenvolve ainda mais agora que Isaac é livre e responsável pela própria jornada. As novas adições da Temporada 3 implementam ainda mais essa característica. Bill Nighy é excelente com o carisma e o assombrado Saint Germain. Isaacs é divertido como o Judge. Jessica Brown Findlay traz um sentimento bem-vindo de ambiguidade no papel de Lenore, uma personagem cujas verdadeiras intenções são misteriosas até o final da temporada. Apenas Toru Uchikado e Rila Fukushima se distanciam um pouco disso. Os sotaques carregados  não carregam sutilezas perceptíveis e, assim, fica difícil entender os seus verdadeiros motivos e pensamentos.

Tudo é muito bem feito com delicadeza, percebemos a maestria de um ótimo roteiro, o anime, como foi citado em alguns momentos, deixa a desejar. Entretanto, o excelente nível de atuação dos dubladores ao darem vida aos seus personagens, é o ponto alto de Clastlevania.

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Sobre o Autor

Vitor Andrião

A mudança é o processo essencial de toda existência. Não se esqueçam, Hollywood ensina coisas, e que a força estejam com vocês!

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