Música Vitrola

The Killers | Análise discográfica

Escrito por Guilherme Chaves

As músicas têm muitas funções, além de alegrar uma certa plateia, ou tornar ambientes mais animados, elas conseguem mudar suas emoções ou até gravar e trazer momentos à tona (seja lembrar do que jogou na infância, o primeiro beijo que já deu, ou uma fase difícil da sua vida). Todas as obras que serão mostradas nesta análise, são capazes de acordar essas sensações, então prepare o seu leite quente, ligue a playlist e venha se deliciar!

Da esquerda para direita vemos: Mark Stoermer, Brandon Flowers, Dave Keuning e Ronnie Vannucci

Da esquerda para direita vemos: Mark Stoermer, Brandon Flowers, Dave Keuning e Ronnie Vannucci

Com Brandon Flowers no vocal, Dave Keuning na guitarra, Ronnie Vannucci na bateria e Mark Stoermer no baixo, a banda The Killers, que começou oficialmente em 2002, possui até hoje 13 anos de carreira e 4 álbuns (também algumas compilações) lançados em estúdio e é considerada pelo público uma das melhores bandas do gênero Indie Rock.

Capa do CD Hot Fuss (2004)

Capa do CD Hot Fuss (Limited Edition) (2004)

Faixas:

01 – Jenny Was a Friend of Mine

02 – Mr. Brightside

03 – Smile Like You Mean It

04 – Somebody Told Me

05 – All These Things That I’ve Done

06 – Andy, You’re a Star

07 – On Top

08 – Change Your Mind

09 – Believe Me Natalie

10 – Midnight Show

11 – Everything Will Be Allright

Apesar da banda ter sido criada em 2002 e já ter concertos e shows marcados pouco tempo depois, seu primeiro CD só foi lançado no ano de 2004.

Trazendo músicas sensacionais, incluindo a famosa faixa Mr Brightside (primeira composição de Brandon e Dave), Hot Fuss é um disco que te deixa com a cabeça um pouco pesada até a última música (não pesado no sentido de reviver problemas, e sim de não conseguir concentrar muito bem em atividades psicológicas).

Contendo músicas mais animadas e devido à grande presença de sintetizadores, a obra foi comparada a grupos dos anos 80 como U2, The Cure , Depeche Mode e New Order, o que levou os críticos a definirem o grupo como New Wave, synthpop, pop alternativo, dance rock dentre outros gêneros musicais. Somebody Told Me, outra faixa presente no CD também foi um dos maiores sucessos da banda, sendo tocada em inúmeras rádios.

Apesar de ter uma diferença enorme em relação as outras criações da banda, o Hot Fuss alavancou a carreira deles completamente, levando-os a abrir Shows de artistas muito grandes, como Morrissey.

[Nota] Na versão original desse CD vieram 11 faixas, porém na Limited Edition (a da imagem acima) podemos contar com mais 3.

Capa do CD Sam's Town (2006)

Capa do CD Sam’s Town (2006)

Faixas:

01 – Sam’s Town

02 – Enterlude

03 – When You Were Young

04 – Bling (confession Of A King)

05 – For Reasons Unknown 

06 – Read My Mind

07 – Uncle Jonny

08 – Bones

09 – My List

10 – This River Is Wild

11 – Why Do I Keep Counting?

12 – Exitlude

Com uma tremenda responsabilidade de produzir um disco de tanto sucesso quanto o primeiro, 2 anos depois é lançado o Sam’s Town, que atraiu uma grande quantidade de público novo. É importante citar a mudança de sonoridade de um álbum para o outro, os sintetizadores (elementos muito presentes na primeira obra) foram quase deixados de lado, já as guitarras, por sua vez, foram foram muito bem valorizadas.

Comparado a Born in the USA (famoso álbum da banda Springsteen) , por ter um tom muito mais americano e mais violento, de certa forma. As críticas para o Sam’s Town ou eram muito boas, ou muito ruins. Nem todos gostaram da mudança de estilo de um disco para o outro, os fãs antigos, por exemplo, criticaram muito a mais  criação do grupo.

Com o sucesso das faixas Bones, Read My Mind e When You Were Young, os Killers entraram no jogo Guitar Hero III: Legends of Rock, e tiveram dois clipes feitos pelo diretor Tim Burton. Várias músicas inclusas na obra são também partes da vida de integrantes da banda, por exemplo, My list foi uma homenagem à esposa de Brandon, Tana.

Em uma entrevista, graças à grande repercussão do disco, o vocalista Brandon Flowers, disse o seguinte sobre o Sam’s Town: “Eu tenho de confessar que as pessoas não vão gostar de nós. Nós apenas temos de fazer o melhor álbum que nós pudermos. E nós estamos fazendo isto. Este é um dos melhores álbuns dos últimos 20 anos. Nada pode abalar este álbum.

Capa do CD Day & Age (2008)

Capa do CD Day & Age (2008)

Faixas:

01 – Losing Touch

02 – Human

03 – Spaceman

04 – Joyride

05 – A Dustland Fairytale

06 – This Is Your Life

07 – I Can’t Stay

08 – Neon Tiger

09 – The World We Live In

10 – Goodnight, Travel Well

Considerado, para mim, o álbum mais marcante da banda, Day & Age contém traços tanto do Hot Fuss, quanto do Sam’s Town, além de características únicas.

Ouvindo toda a obra, é possível ficar de encontro com inúmeras sensações e sentimentos. trazendo músicas lentas como A Dustland Fairytale, um pouco, digamos, “desesperadoras” como Goodnight, Travel Well , e animadas como Spaceman, percebe-se claramente a diversidade contida no disco.

A primeira single Human, liberada em 22 de setembro de 2008, foi um enorme sucesso, ganhando uma certificação de platina da Recording Industry Association of America (RIAA) e após o lançamento do álbum, eles receberam mais 4 certificações, dessa vez da British Phonography Industry (BPI).

Após muito mais prêmios ganhos e um DVD gravado na capital inglesa (Live from the Royal Albert Hall), o grupo entrou em uma turnê de shows que durou de 2008 até 2010.

Capa do CD Battle Born (2012)

Capa do CD Battle Born (2012)

Faixas:

01 – Flesh and Bone

02 – Runaways

03 – The Way It Was

04 – Here With Me

05 – A Matter of Time

06 – Deadlines and Commitments

07 – Miss Atomic Bomb

08 – The Rising Tide

09 – Heart Of A Girl

10 – From Here on Out

11 – Be Still

12 – Battle Born

13 – Carry Me Home (Deluxe Edition Bonus)

14 – Flesh and Bone (Jacques Lu Cont Remix) (Deluxe Edition Bonus)

15 – Prize Fighter (Deluxe Edition Bonus)

Após uma pausa enorme e uma turnê cansativa, eis que surge o último disco (de estúdio) lançado até hoje pela banda, o battle Born. Um disco mais uma vez um pouco diferente, mas como sempre a qualidade é sensacional, trazendo desde músicas emocionantes como Here With Me  até músicas épicas como Flesh and Bone  ou Battle Born (música com o mesmo nome do CD).

Uma das dificuldades maiores enfrentadas durante a criação do disco foi a morte do saxofonista, e também produtor de algumas músicas, Thomas Marth, ele teria se suicidado com um tiro. Apesar dos pesares, Battle Born também foi um sucesso, e graças a obra, a banda ganhou o prêmio de “melhor artista internacional” no NME Awards.

Em 2013, foi lançado uma compilação dos maiores sucessos da banda em apenas um álbum, intitulado: Direct hits e foi a última criação da banda até o momento.


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Sobre o Autor

Guilherme Chaves

Líder comercial de dia, estudante de Administração Pública de noite e redator da Torre nas horas vagas.